sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Resultados das práticas nos Espaços Educacionais, abril de 2010




























ESTÁGIO SUPERVISIONADO II - OBSERVAÇÃO E PARTICIPAÇÃO NOS ESPAÇOS EDUCACIONAIS

Estas poucas fotos apresentam uma prática de arte educação, acontecida na Turma do 1º Ano B da professora Ana Boaventura, no Centro Educacional Santo Antônio – CESA, das Obras Sociais Irmã Dulce no município de Simões Filho – BA. É componente do meu Estágio Supervisionado no âmbito do Curso de Licenciatura em Pedagogia e disciplina ministrada pelos professores Sandra Augusta e Felipe André da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP – Centro de Educação a Distância – CEAD.

Esta oficina deflagrou o Ensino de Ciências Naturais na semana de 12 a 16 de abril e agora, numa abordagem interdisciplinar a partir de uma seqüência didática que se iniciou no dia 19 e culminará no dia 23 de abril com a programação que se verá abaixo.

O 1º Ano B da Ana Boaventura no primeiro momento foi quem ensaiou pela primeira vez a poesia e música Celebração e realizou o 1º momento da Oficina que foi o de Desenhos (veja as fotos). As turmas do 1º Ano A e 2º A das Professoras Carolina (Carol) e Meiriele, respectivamente, em conjunto com o 1º Ano B realizaram o 2º momento na Oficina de Cerâmica do professor Luis Amado, quando numa interação das três turmas e dos seus professores e do Oficineiro Ademario Ribeiro e autor de Celebração, fabricaram uma série de objetos e figuras a partir da argila (elemento Terra) numa interdependência com os demais elementos fundamentais a esta produção e à vida como um todo: Água, Fogo e Ar.

Obs.: Após a culminância no dia 23 de abril postaremos as fotos com as exposições da “Arte Indígena”, pinturas corporais, apresentações.

Enfim, a programação e a seqüência didática.

ABRIL INDÍGENA NO CESA

SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS – O QUE SEI E O QUE PRECISO SABER


Período: 19 a 23/04/10

Tema: Povos Indígenas, passado e presente


Justificativa
Independente da data comemorativa de 19 de abril, Dia do Índio necessário se faz, processualmente se apresentar, discutir e valorizar as raízes indígenas não apenas enquanto tradições, cultura e folclore – mas, enfaticamente trazer à sociedade, ainda mais nas comunidades escolares - a nossa herança indígena, suas contribuições à formação do povo brasileiro, seus formatos e traçados socioculturais a fim de sabermos respeitar, valorizar e garantir sua preservação e garantir seus direitos humanos e de serem quem são e o que querem ser em suas sociedades e na sociedade dos não índios.

Sobretudo, no Dia do Índio, havemos de não só comemorar, mas lançar novos olhares sobre estas etnias no sentido de diminuir os preconceitos, invisibilidades, o generalismo e compreendermos a pluralidade destas etnias e a diversidade cultural que se estabeleceu durante séculos e que agora não podemos desconhecer e sim, percebê-las, distingui-las e preservá-las.

Dia 19 – Das 09 Às 10 horas
Local: Espaço lúdico
1.0 – Abertura musical – Brincar de índio
1.1 – Levantamento dos conhecimentos prévios: O QUE É ÍNDIO
1.2 –Apresentação do tema pelas professoras Ana Boaventura, Carolina (Carol) e Meiriele.e por Ademario Ribeiro

Dia 20 – Das 09 às 11h30
Local: Cinemateca
2.0. Slides – Mostra da Arte Indígena;
2.1. Apresentação de vídeos com a temática indígena;
2.2. Arte Cerâmica feita pelos alunos do 1º Ano A e B e 2º Ano A;
Local: Oficina de Cerâmica

Dia 22 – Das 09 às 10 horas
Local: Espaço lúdico
3.0. Palestra com álbum seriado: Índios ontem e hoje com Ademario Ribeiro
3.1. Perguntas e Debate

Dia 23 – Das 09 às 12 horas
Local: Quadra coberta
4.0. Abertura da exposição da Arte Indígena (cerâmica), artesanato indígena, cartazes e textos sobre a temática.
4.1. Pintura corporal;
4.2. Apresentação musical
a) Koyra (Tempo de agora);
b) Quando o índio bate o tambor;
c) Brincar de índio;
d) Celebração.
4.5. Encerramento: Degustação de pipoca (uma palavra e um alimento indígena).



Celebração - Oficina para crianças do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I

Seqüência Didática



Objetivo geral
- Desenvolver na criança a percepção sistêmica que facilite a compreensão da interdependência entre os elementos humanos e naturais, renováveis e não renováveis, e de que a natureza é um todo dinâmico e o ser humano é seu principal agente de transformação capaz de melhorar suas ações pela preservação do planeta terra e da qualidade de vida.

Objetivos específicos-
Incentivar o entendimento e construção de conceitos científicos básicos, associando-os a compreender que os elementos: terra, água, fogo e ar fundamentam a vida no planeta terra;
- Estimular a criança a compreender a importância do trabalho em grupo, a ser colaborativo e crítico na busca individual e coletiva do conhecimento;
- Incrementar na criança o gosto pelas artes como veículo de transformação com as quais poderá responder criativamente às crises, produzindo intervenções com sentimento de co-pertencimento planetário.

Competências e habilidades

- Utilizar instrumentos de medição e de cálculo a fim de compreender e propor situação-problema e formular hipóteses e prever resultados;
- Incentivar sua participação em prol de ações solidárias;
- Relacionar saúde com hábitos alimentares, atividade física e uso de medicamentos e outras drogas, considerando diferentes momentos do ciclo de vida humano.
- Diagnosticar situações do cotidiano em que ocorrem desperdícios de energia ou matéria, e propor formas de minimizá-las.
- Investigar o significado e a importância da água e de seu ciclo em relação a condições sócio-ambientais.
- O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.

1º MOMENTO:
Distribuir o texto base do poema Celebração. O Facilitador sugerirá que cada um faça uma leitura silenciosa da poesia, no caso se já souberem ler, senão isto deverá ser feito pelo facilitador ou professor.
Tempo para a leitura.

2º MOMENTO:
Após a leitura o Facilitador/Professor, este solicitará que cada um fale/expresse seus conhecimentos prévios e sentimentos sobre o que lhes remeteu a poesia. Afinal, estes quatro elementos são muito presentes na infância de cada pessoa, de uma forma ou de outra, embora um ou outro elemento possa ser o mais perceptível, mais significativo e ou de predileção. Instigar que haja relato para todos os elementos, assim como que todos apresentem seus conhecimentos prévios e sentimentos.
Tempo de fala de cada componente. (ver a quantidade de participantes e o tempo total que se pode utilizar para esta oficina).

3º MOMENTO:
Trabalhar com argila (um objeto que retrate ou que tenha uma relação com a sua infância, com seu momento atual ou de sua predileção). A argila é elemento terra e com o contato com os elementos água, fogo (energia solar, por exemplo) e o ar (vento), - irá se modelando e se transformando.
Tempo.

4º MOMENTO:
Desenhar como deveria estar o seu local ou o global (planeta terra) ou ao que remete os 4 elementos. Lembrar que ao final haverá uma galeria para expor todas produções.
Tempo.

5º MOMENTO:
Se o grupo for numeroso, formar sub-grupos. Cada um componente, pode socializar uma história verídica, na qual entre um ou mais elementos contido(s) em Celebração, esteja(m) presente(s). O grupo e ou sub-grupos, deverá (ão) eleger uma das histórias verídicas para ser Dramatizada ao final da oficina em conjunto com a exposição dos desenhos e dos os artefatos/artesanato construídos com a argila no 3º Momento .
Tempo para a socialização.
Tempo para a apresentação.

6º MOMENTO:
Dançar (expressão corporal e ou “dança sagrada” - tribal/circular).
Tempo para conceber/ensaiar/ a coreografia. Pode-se conceber de como os índios no Brasil dançam os seus torés, seus kuarups. A letra já dá uma idéia de como pode cantada a partir do ritmo indígena utilizando-se do seu maracá e outros instrumentos musicais que for condizente usar.

Outras orientações/possibilidades
7º MOMENTO:
Trabalhar a partir da informação do Facilitador de como é o ritmo de Celebração.
Tempo para ensaiar/conceber da Música.

8º MOMENTO:
Produzir instrumentos musicais para auxiliar o Canto e Dança de Celebração, partir dos 3 R’s (Redução, Reaproveitamento e Reciclagem)...
Tempo para a Oficina dos 3 R’s.

9º MOMENTO:
Estabelecer uma abordagem sistêmica verificando alguns nexos com as várias disciplinas, conferindo a oficina a abordagem da interdisciplinaridade. Temos aqui muitos disparadores de matemática e geometria, de geografia e geologia, de língua portuguesa e artes, de biologia e ciências naturais, consumo e pluralidade cultural, etc. Podendo se trabalhar conteúdos de grandezas, quantidades, medidas e formas; localizações e distâncias, ambiente preservado e degradado, a saúde das pessoas, de animais e ambientais em geral, quanto aos elementos disponíveis na natureza, artefatos e artesanato presentes e valorizados nas culturas populares, etc.
O que mais podemos nos permitir esta intervenção.

Ao que nos remeter/se inspirar

Elemento TERRA – (argila/barro) - imagem/sentimento da infância – Artesanal (uso das mãos);

Elemento ÁGUA (uma história) – oralidade (o som da voz humana, a escuta ao outro);

Elemento FOGO (imaginar um encontro numa fogueira, a descoberta do fogo) – Dramatização;

Elemento AR (brincar com rodopios, ziguezaguear o “ar”) – Dança/Expressão corporal.

Juntar todas as partes construídas nos MOMENTOS acima e fazer uma apresentação conjunta de Celebração.

Observações finais;

Quanto ao tempo/período. Há uma seqüência muito ampla de intervenções. Cada professor e ou facilitador deverá estabelecer o que prioriza – podendo enxugá-las em virtude do tempo que dispõe. Ainda, pode-se utilizar esta oficina em vários ocasiões: Dia Mundial da Água, Dia do Índio, Dia da Terra, Dia Mundial do Meio Ambiente, como atividades de Educação Ambiental, Ensino de Ciências Naturais, atividades em empresas, seminários, etc.

Criatividade, imaginação e sensibilidade às soltas!

Ademario Ribeiro


ENFIM, A CONCLUSÃO DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA QUE DISPAROU O INÍCIO DO ENSINO DE CIÊNCIAS, DA SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS, DO DIA MUNDIAL DA TERRA E DA REFLEXÃO SOBRE A "DESCOBERTA DO BRASIL".


As fotos embora não estejam na sequência cronológica apresentam alguns aspectos das etapas. Tudo isto só foi possível pelo empenho dos envolvidos (professores e alunos) numa oportunidade de ensino-aprendizagem criativo e numa abordagem colaborativa e interdisciplinar,utilizando materiais, espaços e tempos diferenciados! Veja o que nos motivou:

 Deflagrar o início do Ensino de Ciências Naturais no 1º Ano A e B do Ensino Fundamental do CESA – Centro Educacional Santo Antônio com a poesia e música Celebração, quando trabalhamos os quatro elementos;

 Estimular ludicamente a compreensão dos quatro elementos: Terra, Água, Fogo e Ar e suas inter-relações para gerarem a Teia da Vida;

 Organizar e construir conhecimentos e conceitos sobre os Povos Indígenas de forma crítica e atual ressignificando aquela idéia de índio focada no século XVI;

 Interagir as turmas dos 2º ao 5º na realização dos cantos, danças e participação e na exposição dos artefatos de cerâmica;

 Relacionar conhecimentos e conceitos da história “oficial” apontando para uma reescrita dos povos indígenas numa perspectiva crítica sobre a “descoberta” e sobre a conquista das etnias ameríndias;

 Identificar e valorizar aspectos das culturas ameríndias e de como se dá a manutenção dos elementos do seu cotidiano com o sagrado, com os fenômenos e a biodiversidade envolvente.

Concluindo, gostaria de agradecer à diretora desta Unidade Escolar, Profª Solange de Couto Santana, às professoras do 1º Ano A e B e do 2º Ano A, do CESA, respectivamente, professora Caroline (Carol), Ana Boaventura e Meiriele pela acolhida e esforços para esta realização e, desejo também, carinhosamente, dedicar este trabalho aos professores Elisabeth Antonini (Ciências do Ambiente I e II), Sandra Augusta e Felipe André (Estágio Supervisionado I e II) e Natalina Bomfim e Julival Ferreira (Tutoria Presencial) do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP – Centro de Educação a Distância – CEAD, por suas interações heurísticas -, basilares para uma Educação que precisa vir a se circunscrever, afetiva, inclusiva, sistêmica e significativamente.

Agora é com você. Comente. Indique.

Texto original de Celebração. O cartaz desta poesia na postagem anterior, foi elaborado pela Profª Ezi.

* C E L E B R A Ç Ã O
(Ademario Ribeiro)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Terra
Tem que ter Terra
(... Mata Alimento Caminho Bicho!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Água
Tem que ter Água
(... Peixe Canoa Limpeza Chuva!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Fogo
Tem que ter Fogo
(... Luz Dança Paixão Energia!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Ar
Tem que ter Ar
(... Brisa Vôo Brincança Liberdade!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter TERRA
Tem que ter ÁGUA
Tem que ter FOGO
Tem que ter AR
(... P’ra Viver!...)

Em tempo: gente, é com este construto que vou elaborar meu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC! Estou muito feliz por essa conquista. Com tantos caminhei. Com tantos cruzei caminhos. Com quantas encruzilhadas fiquei estatelado em busca de ser um ser cada vez melhor. E guardo de memória e com coração sempre na goela que vocês muito me ensinaram e me estimularam. Vocês estão na minha prática, na minha utopia.

Até já!!!

Mais: desejando ver os resultados do Estágio III com a celebração de encerramento do Projeto de Intervenção História e Cultura Indígena - Passado Presente Pra Valer, favor acessar: http://ademarioar.blogspot.com/p/fronteira-da-educacao.html

Referências
Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs: Ciências Naturais/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC / SEF, 1998. 138 p.
RIBEIRO, Ademario. Poética Poranduba, Eco-Étnica. Salvador: Edição do autor, 2001.

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Relações étnico-raciais e diversidade





Fiquei feliz com a programação da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Veja a programação abaixo. Feliz porque o Brasil é multicultural, portanto não havemos de dar continuidade ao separatismo, manter privilégios etnocêntricos e nem superestimar ou menosprezar essa ou aquela etnia, povo, etc. A igualdade é para tod@s! Óbvio, acreditamos que havemos de reparar, elevar, considerar, contribuir, estimular, promover - aquele ou aquela que foi relegada, subjugada, banida, etc. – queremos dizer, aquele ou aquela que sofreu de alguma forma a estupidez do preconceito, do racismo, da discriminação, da aviltação, etc.

Neste tocante -, os povos indígenas (ameríndios) ou mestiços que descendem dessas matrizes e os que descendem de matrizes africanas (afro-brasileiros ou afrodescendentes) – “ainda” se faz necessário repetirmos o óbvio ululante: estes têm que ser incluídos nas reparações que a sociedade brasileira através de projetos de governos, universidades, empresas, etc. – hão de fazer – por tudo o que passam e passam ao longo destes, (mais) que 511 anos de Brasil, pois a invasão de Pindorama é anterior ao propalado e, eurocentricamente “bem” registrado ano de 1500.

O movimento indígena ou com bem diz também o Daniel Munduruku – Índios em movimento eu ainda diria: Índios em Movimento(s), embora, sabemos dos moimentos (é moimentos mesmo!). Umas práticas têm me moído é como se usa(m) a Lei nº 10.639/03 e a Lei nº 11.645/08. Trabalhemos (também) na perspectiva de Boaventura de Souza Santos: “Devemos lutar pela igualdade sempre que a diferença nos inferioriza mas, devemos lutar pela diferença sempre que a igualdade nos descaracteriza”, como também, podemos, como eu sempre cri desde os anos 70 em inclusive escrevi assim e que e Gil Assis canta num batuque reggaeado”:

Negro e índio se amaram
De cocares, meias-luas, enfeitados
Luas-cheias e de prata
Índio e negro, enfeitiçados
(cúmplices) na Luta e Fé se misturaram!


Fazendo essa alquimia, não vamos diluir nada. Unidade é unidade. Diversidade é diversidade! ìndios, Negros e Brancos podem compartilhar ações que respeitem diferenças, mitigar conflitos para uma coexistência igualitária!

Então, quem estiver na cidade maravilhosa e puder, dá uma passada, e se possível, faz um comentário aqui como foi em PensamentAções, pois estou na Bahia de Castro Alves, de Elomar, Xangai, Carlos Pitta, Fábio Paes, Roze, Wilson Aragão, de Lazzo Matumbi, dos encourados, dos Payayá, dos Tumbalalá, dos Tupinambá, do Pelourinho, de Mãe Stella de Oxossi, de Reginaldo Flores (Conga), do Mestre Pastinha, dos descendentes do Ângelo Pankararé, do Velho Chico, do Rio Joanes...


Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro investe na discussão sobre relações étnico-raciais e diversidade

21/08/2011 por Da Redação

“Seminário e Salas de Conversa Imagens do Brasil: Relações Étnico-raciais, Diversidade, Multiculturalismos”
Dia 23 de agosto de 2011

Local: Auditório da ACM – Rua da Lapa, 86/6 and. – Centro
Realização: Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro
Subsecretaria de Educação – Coordenadoria de Educação


08h – Credenciamento e Café
08h30min às 11h30min – Mesa Redonda: “Dimensões do Racismo: na educação, na mídia, nas estatísticas”
Profa. Dra. Iolanda Oliveira (Penesb/UFF),
Jornalista Ms. Angélica Basthi (COJIRA-Rio)
Prof.Dr. José Jairo Vieira (UFRJ)

Dia 25 de agosto de 2011
Local: Auditório do Instituto Ana Alice – Rua Viúva Dantas, 386 – Campo Grande


08h – Credenciamento e Café
08h30min às 11h30min – Mesa Redonda: “Povos Indígenas: literaturas, histórias e educação”
Prof. Dr. Daniel Munduruku (escritor),
Vincent Carelli (Vídeo nas aldeias)
Prof. Dr. José Ribamar Bessa Freire (PRO-Índio/UERJ)

“Salas de Conversa”
Dia 31/08/2011
Local: Universidade Estácio de Sá – Av. Pres. Vargas, 642 – salas 1001 a 1004, Candelária –Centro
08h – Credenciamento e Café
08h30min às 11h30min – realização das Salas de Conversa

Sala de Conversa:
“A questão indígena na contemporaneidade” – Profa. Ms. Sheila Maria Guimarães de Sá (Museu do Índio).

Sala de Conversa:
“Tenho o ritmo do tambor no pensamento”: História da África na Educação Básica – Profa. Dra. Monica Lima (UFRJ.

Sala de Conversa: “Multiculturalismo e as relações étnico-raciais na escola” – Profa. Dra. Ana Canen (UFRJ.

Sala de Conversa:
“Diálogos com a Lei 10.639/03: a promoção das relações étnico-raciais na educação” – Profa. Dra. Maria Elena Viana de Souza (UNIRIO)
“Seminário e Salas de Conversa Imagens do Brasil: Relações Étnico-raciais, Diversidade, Multiculturalismos”

“Salas de conversa”
Dia 02/09/2011
Local: Universidade Estácio de Sá – Est. do Mendanha, 555 – 3º Piso, salas 104 a 107 – West Shopping – Campo Grande
08h – Credenciamento e Café
08h30min às 11h30min – realização das Salas de Conversa

Sala de Conversa:

“A questão indígena na contemporaneidade” – Profa. Ms. Sheila Maria Guimarães de Sá (Museu do Índio.

Sala de Conversa:
“Tenho o ritmo do tambor no pensamento”: História da África na Educação Básica – Profa. Dra. Monica Lima (UFRJ).

Sala de Conversa:
“Multiculturalismo e as relações étnico-raciais na escola” – Profa. Dra. Ana Canen (UFRJ)
Sala de Conversa: “Diálogos com a Lei 10.639/03: a promoção das relações étnico-raciais na educação” – Profa. Dra. Maria Elena Viana de Souza (UNIRIO).


Fonte: http://revistaafricas.com.br/archives/21011
Fonte das fotos: Google imagens

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Gritos ecoam contra Belo Monte




Nossa luta contra Belo Monte está chegando a seus capítulos finais e decisivos.

A voz e a força de We’ena Miguel, uma índia do povo Tikuna, ora, aqui em nosso blog, a pedido por e-mail por nosso estimado parente, maestro e cacique Tukumbó Dyeguaká (Robson Miguel).

“Sou a índia Tikuna We’e’ena Miguel e preciso de você comigo neste ato mundial contra belo monte dia 20 de agosto de 2011 - ás 13 horas em frente ao MASP - SP – Avenida Paulista - Centro - São Paulo.
Eu choro porque ouço gritos e gemidos do meu povo indígena que entregou todas as nossas terras aos homens brancos quando aqui chegaram e agora temos que pedir ajuda aos homens brancos que, por amor a nossas almas e nossas crianças nos salvem.... nos deixem pelo menos viver e permitam que assim também vivam os nossos e os vossos filhos nas gerações vindouras. Nossos pássaros e animais gritam porque já pressentem o cheiro da morte, e nós também pressentimos, enquanto governos e políticos corruptos, empreiteiras e mineradoras, em nome do dinheiro, querem matar o nosso Rio Xingu construindo a Usina Belo Monte para gerar energia para indústrias que poluem, superaquecem e destroem o planeta.
Hoje, não queremos que nos devolvam o Brasil, mas preocupada com o futuro do planeta, com a minha qualidade de vida, de meus filhos e parentes indígenas, eu questiono a respeito do homem branco em relação ao nosso planeta, que também é a sua morada, e que há séculos poluí o ar, os oceanos e rios, devastam as florestas e vendem animais da fauna levando-os á extinção.
Tento, mas não encontro respostas fáceis, senão as que já foram ditas na carta escrita pelo nosso Cacique Sealth" (Ts'ial-la-kum), líder das tribos indígena Suquamish e Duwamish, que resume: "Quando a última árvore for cortada, quando o último rio for poluído, quando o último peixe for pescado; aí sim eles verão que dinheiro não se come".
Contra este projeto de morte, milhares de indígenas, milhões de mulheres e homens no mundo já estão organizados para dia 20 de agosto defender a Amazônia, mesmo sabendo que as máquinas já estão escavando o solo nas cercanias do Xingu, mas não é tarde para silenciar seus motores – Clique e veja como são: http://www.youtube.com/watch?v=OCrHpmt7sY4
ESTAREMOS REALIZANDO ESTE ATO MUNDIAL CONTRA BELO MONTE EM VARIAS CIDADES E PAÍSES – Anote os estados brasileiros que já confirmaram a participação e Países como: França, Equador, Peru, México, Estados Unidos, Canadá, Argentina, Chile, Reino Unido, Espanha e Portugal.
Anote na agenda: Em São Paulo-SP o evento se realizará na Av. Paulista, em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo) as 13:00 hs.
No Rio de Janeiro- RJ, posto 4 na Av. Atlântica em Copacabana, as 14:00 hs
Em Salvador-BA, Praça Campo Grande, até a Praça Municipal, as 14:00 hs
Em Fortaleza-CE, praça José de Alencar, centro, as 13:00 hs
Em Recife-PE, Praça do Derby, as 14:00 hs
Em Brasília-DF, em frente ao congresso nacional, as 14:00 hs
Em João Pessoa- PB, feirinha de Tambaú, as 14:00
Em Belém-PA, Praça da República, em frente ao Teatro da Paz rumo ao Ver o Peso, as 08:30 hs.
Na França, Parvis des Droits de L’Homme, Place du Trocadéro, Paris, 15:00h; Em Portugal, Porto, Consulado Brasileiro, Av. França n° 20, as 13:00 hs; LISBOA, Consulado Brasileiro, Praça Luis de Camões , CHIADO; Em San Francisco, 300 - Montgomery Street, Suite 900, San Francisco, CA 94104, day 22, Monday, in Brazilian Consulate.

Venha ou me ajude a divulgar.
Muito Obrigado!”

We’ena Miguel, além de artista plástica e cantora é Presidente Nacional das Mulheres Indígenas – Mandato: 2010 á 2014.

Fontes do texto e fotos: http://indiatikunaweeenamiguel.blogspot.com/
http://caciquerobsonmiguel2.blogspot.com/

Fonte da foto do rosto pintado: (Relatório do CIMI - Conselho Indigenista Missionário): www.cimi.org.br

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Breve Relato: Índios na Bahia, sim!





...Na manhãzinha de hoje, 18 de agosto de 2011, liguei para o irmão, amigo, confrade, Cacique Juvenal Teodoro Payayá. Queria me certificar de que recebera um convite para participar do Seminário comemorativo dos 30 anos de luta do GERMEN – Grupo de Recomposição Ambiental, sediado em Salvador. Ao receber o convite desta ONG para fazer um recital com a temática da(s) História(s) e Cultura(s) dos Povos Indígenas, particularmente no que é real: os índios estão aí, aqui e ali, na ordem do dia do nosso (?!) país, no caso, pela AFIRMAÇÃO da nossa importância, presença e responsabilidade étnica e cidadã. Faria esta saudação em Tupi – Português e participaria da mesa que discutiria a Baía de Todos os Santos, a famosa e decantada kirimurê dos Tupinambá, contudo, claro, teria sido dos mais diversos povos de linhagem Macro-Jê que imemorialmente viveram ali.

Então, Vena, como carinhosamente chamo o Cacique Juvenal Payayá, atencioso retorna a ligação para minha casa e se coloca amorosamente à disposição. Agradeço a sua costumeira gentileza e iniciamos sobre a poranduba (notícia/novidade) e nossa nhe’enga (fala) arremata de que ele será representado por sua esposa Edilene Payayá, pois fora chamado por nossos parentes Payayá que moram em Cabeceira do Rio, município de Utinga, na Bahia, embora entendemos que deve existir pessoas espalhas por toda o Brasil que se afirmam Payayá. Também se fará presente no evento do GERMEN, o parente Jerry Matalawê do povo Pataxó, que atua na Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia, como Coordenador de Políticas para os Povos Indígenas da Bahia.

O Cacique Juvenal voltou a me ligar antes de terminar este texto e combinamos, embora a ligação voltou a cair: voltaremos a conversar frente a frente. A Internet, os e-mails, telefones e celulares são importantes pontes, contudo, agora já se faz necessário nos olhar nos olhos e estabelecer como podemos planejar as novas rotas, rumos, roteiros... recuos -, mais não. Não dá mais. Como os pássaros abrem suas asas ao inaudito, abracemos o porvir!

Enfim, com este simples relato desejo apresentar meu apreço por estes três cidadãos indígenas que sempre estão a favor de fizer bem feito a representação do que acreditam e para a qual foram indicados. No momento, mais enfaticamente, o Juvenal que está à frente de um dos grupos Payayá -, cujo movimento e interesse vão se processando no entrono de Utinga, embora, sabemos de boas datas, que há focos de assunção de pessoas que se definem descendentes desta etnia numa extensão que vai desde o derredor do Vale do Rio Paraguaçu ao Piemente da Chapada Diamantina, em cidades tais como: Miguel Calmon, Jacobina, Utinga, Saúde, Tapiramutá, Morro do Chapéu, São Gabriel, etc. Ver no endereço abaixo uma série de notícias postadas no blog do Juvenal, inclusive um seu Relatório de Viagem.

Nessa mesma direção, outro dia, mantive correspondência com o escritor e-s-s-e-n-c-i-a-l e m-e-s-t-r-e Benedito Prezia acerca de seus referenciais teóricos em que dão notícia sobre os Payayá. Estamos nos “alimentando” a fim de levantar a Memória deste povo da grande nação Kariri. Ele solicitou-me que o mantenha informado das movimentações dos povos indígenas na Bahia, e o farei, dentro do possível, com muito gosto e zelo.

No mais, fico por aqui, desejando que dias menos dias - mais índios consigam seu lugar em sua pátria - afinal, depois de mais de 5 séculos ainda estão muitos em busca desigual seu cantinho no território brasileiro e que enfim sejam acolhidos de braços abertos pelos não-índios, nossos irmãos e irmãs!

Fonte do Sol e Águia: http://terapiasxamanicas.blogspot.com/2011/06/o-sagrado-nas-culturas-indigenas-por.html?showComment=1313669401275#c2780929510931063577

Fontes das demais fotos: CEADDH – Valença - BA.

Mais: http://juvenal.teodoro.blog.uol.com.br/

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Dia Internacional do Índio & O Santuário Sagrado dos Pajés


Dia Internacional do Índio & O Santuário Sagrado dos Pajés

Dos ancestrais de Ameríndia também vim. Das terras tapuyas dos Payayá, entre licurizeiros, macambiras, xiquexiques, cascavéis, juremeiras, seixos, gravatais, unhas de gato, entre as flechas de kuarasy sobre a yby e jacy como testemunha no ybaka!

Hoje, transplantado, com a lança da invisibilidade transpassada na alma, inda resisto e ínsisto: Abá am iõ te!¹

Ora, vejo na Internet a poranduba de que os parentes Tapuia/Fuliniô farão em Brasília sob o emblema do Santuário Sagrado dos Pajés. Ê, oré anama, Monangareté continue alimentando nosso traçado mito-cosmológico e que continuemos fortes diante das perseguições e maldades e mentiras e coerções dos neo-bandeirantes e suas não-sei-quantas empresas e Belos Montes!

Que hoje, 9 de agosto, Dia Internacional do Índio, seja fundado em cada coração indígena e não-indígena a semente que germinará a Árvore da Igualdade para Tod@s!

Festejemos:

CELEBRAÇÃO*

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Terra
Tem que ter Terra
(... Mata Alimento Caminho Bicho!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Água
Tem que ter Água
(... Peixe Canoa Limpeza Chuva!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Fogo
Tem que ter Fogo
(... Luz Dança Paixão Energia!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Ar
Tem que ter Ar
(... Brisa Vôo Brincança Liberdade!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter TERRA
Tem que ter ÁGUA
Tem que ter FOGO
Tem que ter AR
(... P’ra Viver!...)


Sobre o Santuário Sagrado dos Pajés:
http://www.jornadasantuariodospajes.blogspot.com/

¹ Do Tupi: Índio continuará de pé!

Fonte (Cartaz): http://www.brasiliasempreviva.blogspot.com/

* Da Poética Poranduba, Eco-Étnica, de Ademario Ribeiro, 2001, Salvador - Bahia, Edição do autor.

sábado, 6 de agosto de 2011

09 de Agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas...

... No Jornal A Tarde, Salvador, Bahia, em 6 de agosto de 2011, o jornalista Ranulfo Bocayuva, lança alguns questionamentos e necesárias refexões e, quiçá, tomadas de posição em nosso país, no qual, ainda perduram atitudes racistas e perversas contra os povos indígenas, suas (nosssas) histórias e culturas. Vejamos:

Paz, felicidade e dignidade, os legítimos direitos indígenas
Ranulfo Bocayuva

“Sofremos demais com tanta violência contra nossas comunidades. Não fizemos pedidos, exigimos direitos: demarcação de nossas terras com urgência para que nosso povo volte a viver em paz, com felicidade e dignidade” (trecho de carta aberta dos Guarani-Kaiwoá ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva).

Esta declaração nos faz perguntar, a três dias da comemoração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, se os governos se importam com as comunidades indígenas nas Américas.

Dos países mais desenvolvidos das Américas, como Estados Unidos e Canadá, passando por Brasil, Argentina, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Guatemala, México e Panamá, nenhum escapa das duras críticas feitas pela Anistia Internacional em seu relatório “Sacrificando direitos em nome do progresso”, divulgado ontem, com base em casos de violações dos direitos humanos, conflitos sociais e confrontos violentos entre agentes de segurança e índios, frequentemente ameaçados, assassinados e expulsos de suas terras.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (da Organização dos Estados Americanos) ameaça levar o caso da construção da hidrelétrica de Belo Monte à Corte Internacional de Justiça para garantir os direitos das comunidades indígenas, no Pará, incluindo acesso aos estudos dos impactos social e ambiental do projeto. Maior empreendimento energético do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Belo Monte será a segunda maior usina hidrelétrica do País, depois de Itaipu, e custará R$ 19 bilhões até 2015, data prevista para início das operações, com geração de 11 mil megawatts.

Questionado em dez ações judiciais por sua viabilidade social, ambiental e econômica, Belo Monte não pode atropelar, em nome do progresso econômico e da real necessidade de geração de energia elétrica, princípios universais de direitos humanos, levando os índios à marginalização e discriminação a partir do fim de sua sobrevivência física e cultural.

Não se pode esquecer que estas comunidades habitam, há séculos, estas áreas.
Considerando “precipitadas e injustificáveis” as exigências da OEA, o governo brasileiro começou, desde o dia 3, a implantar ações para reduzir os impactos socioambientais da obra em 11 municípios da Bacia do Xingu. Mas sabemos que será quase impossível evitar todos os impactos, incluindo a inundação de mais de 50 mil hectares de florestas, desalojamento de famílias e intensa migração de novos moradores em busca de trabalho sem vínculos com as raízes amazônicas.

Telefonei para Mário Moura, assessor de imprensa da Funai, responsável pela área do Xingu. Ele classificou de “inverídicas” as afirmações da Anistia, ressaltando que “o relatório é uma besteira”. Mas, segundo Verena Glass, do Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS), o relatório está certo em afirmar que as comunidades não foram ouvidas.

A assessora de imprensa do MXVPS me explicou que a “a Constituição brasileira tinha sido desrespeitada na medida em que o Congresso Nacional não ouviu estas comunidades, razão pela qual tramita ação civil pública do Ministério Público Federal”.

Além disso, ressaltou Verena que o Brasil é signatário, desde 19 de abril de 2004, da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Povos Indígenas e Tribais, que defende e assegura seus direitos e o uso de recursos naturais em suas terras.

Segundo a Anistia, dissemina-se perigosa ideia de que os direitos dos índios são contrários ao progresso econômico. Ora, as convenções internacionais e os direitos universais vigoram e devem ser aplicados, independentemente dos interesses econômicos nacionais. Caso contrário, os infratores devem ser levados aos tribunais.
Verifica-se retórica que marginaliza índios em toda a América. Mas apenas um diálogo respeitoso e franco com as comunidades indígenas poderá evitar seu genocídio, um crime contra a humanidade.

Ranulfo Bicayuva, além dejornalista e diretor-executivo do Grupo A TARDE.

Fonte: http://www.atarde.com.br/mundo/noticia.jsf
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