Um dos recortes e ou dimensões que demarca e marca impressões no humano é o que denominamos: FRONTEIRAS. Quanto não escreveríamos sobre elas? Venho lidando - mal ou bem - ou mais ou menos com a Questão Indígena ou Povos Indígenas e ou Cultura(s) Indígena(s) ao longo do meado dos anos 70 quando com Jurema Penna participei como ator de um espetáculo que tinha personagens e cenários amazônicos. Aí entrou mais conscientemente o "índio" na minha vida. E foi mais uma vez com o artista. Há artistas e artistas. Porém, na minha tenra infância no alto dos morros, com minha mãe - perdidos nos vales da sertaneza eu "via" seres entre silhuetas das árvores e que os que me rodeavam não sabiam ver o o que eu via. Quem eram? Nossos ancestrais indígenas? seriam então, os Payayá, senhores e donos milenares da grande região da chapada Diamantina?...
Passa muita história nesta ponte de rio. Muitos dedos de prosa. Muita dor, renúncia, xingamentos e muita gente dizendo que sou e não sou índio e sendo - sou índio aculturado. Preocupo-me com algumas "incorporações" nas culturas de algumas tribos e em alguns dos seus indivíduos que se utilizam de aspectos de tribos que não são as suas - pelo contrário, são de tribos norte americanas. Alguns dizem ou até fazzem apologia a estas incoporações em afrmanod que devem ser assim a história e a cultura são dinâmicas. Às vezes alguém me pede que eu não fale sobreos índios porque primo por "respeitar" as culturas mais no "original", etc. Porém há - para minha honra e prazer convites que me chegam chamando-me de parente para dentro de sua maloca, panhãi, oca, sethe e ou solicitações de colaborações de alguams informações que eu tenha sobre suas línguas, em particular para as línguas do tronco linguístico Tupi...
Na cidade - já há uns quarenta anos sou índio, deixei de ser índio? ou índio aculturado ou urbano - ou índio na cidade - apesar de meu nariz emio europeu. Será que é "europeu" o meu nariz? Quanto de negro eu tenho na veia e serei negríndio ou indioafrodescendente?..
Projeto Índios na Cidade - Índios Urbanos
Este projeto tocado pelo Marcos Aguiar está fazendo 12 anos. Marcos é uma figura já bastante conhecida nestas rodas das culturas e identidades indígenas e é um projeto muito localizado em Sampa porém já começa a circular por algumas cidades brasileiras como foi o caso de Valença na Bahia. Este projeto cumpre uma missão ímpar, faz a diferença e mitiga uma lacuna em relação aos indígenas nos garndes centros urbanos. Breve volto a este aspecto para abraçar mais este tuxáua que é o Marcos. Fica aqui um breve relato desta ONG Opção Brasil!
Mas, retomo o assunto iniciado afirmando que sou um misto de todo o exposto mas, digo é melhor viver e lutar por um mundo sem desigualdades e respeitar unidades, individualidades, pluraliade!
Graça Graúna (GG), genialmente simples me sugeriu mexer aqui no blog com algo tipo FRONTEIRA INDÍGENA. Venho reluantando a anos sobre o que é ser INDÍGENA - INDIGENISTA E INDIGENISMO. Claro, tudo isto a fim de respeitar a nomeação - algo mui sagrado entre as tribos e também o meu respeito aos "índios". Relutei por timidez diante da responsabilidade. Voltei atrás e, ora, assumo de que vai ser mesmo o que a querida GG sugeriu: FRONTEIRA INDÍGENA, sim!
Ora em diante vou pensamentando aqui como vocês algumas porandubas a respeito dos Povos Indígenas, e sobre a nossa militância e estudo-pesquisa em prol das etnias indígenas e suas Causas, causa de tod@s nós, nestas FRONTEIRAS.
Fronteiras... Esta perspectiva é heurística...
Até a próxima PensamentAção.
Obs.: Na 1ª foto acima estão: O povo do Quilombo Castainho (PE), índios Fulniô, Payayá e amig@s do Quilombo e dos Índios. Na 2ª foto estão AR, Juvenal e Edilene Payayá e um índio Pataxó, amigo dos Payayá. Na 3ª foto: Graça Graúna, Pajé e Cacique Sebastião Fulniô e AR.
Nota geral: Grafamos as palavras de línguas indígenas e as denominações das tribos, povos e ou nações, por exemplo: Os Tapuia, os Tupi, os Tupinaé, os Tupinambá entre outras, por recomendação da Convenção de 1953 da Associação Brasileira de Antropologia – ABA, que estabeleceu que as palavras das línguas indígenas são invariáveis (não têm flexão de gênero e número).
A LEI 11.645/08 -Está em vigor...
Quem é ela, ao que se destina e como podemos aplicá-la nas Escolas? Como têm sido as ações acerc desta Lei Federal? O que tenho feito? Breve, aqui, postaremos algumas intervenções e contribuições do que já vínhamos realizando anos antes dela chegar - mas, já que chegou, que chegue pra valer!