quinta-feira, 20 de março de 2014

Lorna Kelly: da história pessoal ao documentário sobre aborígenes australianos

Grupo de catarinenses fará documentário sobre aborígenes australianos

 

Filme começa a ser gravado em janeiro e conta a história de uma das vítimas da segregação racial contra a população indígena australiana

Edinara Kley
Florianópolis

A história de uma aborígene australiana que aos oito anos foi retirada à força de sua família para ser educada em uma instituição religiosa e 40 anos depois se reencontra com sua cultura ancestral será contada um documentário gravado por oito brasileiros. Os idealizadores do projeto, a jornalista catarinense Anita Martins e o fotógrafo Eduardo Cavalcanti, acabam de regressar à Austrália, por onde passaram em abril de 2012 e fizeram o primeiro contato com a ativista Lorna Kelly.


Divulgação/Alex Ribeiro

Em janeiro, Anita Martins e Eduardo Cavalcanti, na tela, deixam o Skype e se encontram pessoalmente com o grupo de catarinenses

Nascida na cidade de Broome, estado da Austrália Ocidental, de uma mistura dos povos Nungbal e Jabba Jabba, a personagem é um símbolo do impacto da invasão europeia ao país e da luta pela garantia de manutenção da sua terra e sua cultura. Integrante da chamada “Geração Roubada, uma operação do governo australiano para tentar pôr fim aos aborígenes e internar seus descendentes em centro educativos onde eram forçados a aprender a cultura ocidental, Kelly será a ponte entre a produção e os povos indígenas.

“Estamos combinando pequenas viagens pelos arredores de Broome. Vamos visitar comunidades em que a cultura aborígene que a Lorna vivenciou quando criança ainda sobrevive. Porque queremos contar a história dela e, ao mesmo tempo, mostrar o valor da cultura do povo dela”, lembra Anita. Esta jornada em busca de suas raízes, acompanhada de sabedorias aborígenes, de práticas diárias, códigos de comportamento, músicas, danças e cerimônias é o que pretende retratar o vídeo.

As gravações começam em janeiro de 2014, quando o restante do grupo chega à Austrália para pôr em prática o projeto Originals, criado pelo Coletivo Chamas. Esta será a primeira reunião em que todos os integrantes irão participar pessoalmente, até ago
ra, os encontros aconteceram pelo Skype, ferramenta pela qual foi alinhavado todo o projeto.
Com previsão de um orçamento de R$ 70 mil, o projeto fará uma série de vídeos sobre populações nativas de vários lugares do mundo. Ao mostrar suas formas distintas de encarar a existência humana, a gravação pretende questionar o que podemos aprender com estes povos e conscientizar sobre o respeito a essas culturas.

Projeto conta com financiamento coletivo

Como o custo de gravação, deslocamento e hospedagem é alto, e a maior parte dos recursos investidos no projeto sai do bolso dos integrantes, o grupo começou uma campanha de financiamento coletivo no Catarse do projeto Originals. A meta é arrecadar R$ 26 mil reais e, até ontem, havia R$ 7.645 em doações. O valor total ou superior precisa ser atingido até o dia 1º de janeiro de 2014. Caso não seja atingido, o projeto não recebe nada e o valor volta ao doador.

“Essa é a primeira experiência de todos nós com financiamento coletivo. E não é fácil, principalmente porque as pessoas ainda não estão acostumadas com essa ferramenta no Brasil. Então, estamos trabalhando duro na captação de recursos e nos surpreendendo com a vontade das pessoas em ajudar”, comenta Anita. Segundo ela, R$ 26 é o mínimo necessário para pagar o transporte e acomodação. “É tudo muito simples. A ideia é alugar duas vans, que vão ser tanto o transporte quanto a acomodação”, complementa.

Começar o projeto com os aborígenes da Austrália, segundo a jornalista, é resultado de um processo fluído e reflexivo. Um dos motivos é o fato de serem apontados por diversos estudos como formadores da cultura contínua mais antiga do mundo. Outro, diz ela, é que foi a temática aborígene que uniu inesperadamente os integrantes do Chama, levando à formação do mesmo e o terceiro,  é a reflexão sobre a contribuição positiva que pode ter o distanciamento, defendido pelo antropólogo e etnólogo francês Claude Lévi-Strauss como condição para o exercício da antropologia, que estará tão presente nesse trabalho.

A escolha desses povos originários também foi influenciada pela metodologia de trabalho escolhida para criação do projeto, chamada Dragon Dreaming. Desenvolvida por um australiano com base na cultura aborígene, na Teoria dos Sistemas Vivos e na Ecologia Profunda. “Decidimos começar pela Austrália porque foi esse o tema que nos uniu. Mas também vamos fazer na Nova Zelândia e no Brasil”, revela.
Saiba mais sobre o projeto ou apóie pelo site: catarse.me/pt/originalsaustralia
 
Fonte:  http://www.ndonline.com.br/florianopolis/plural/128793-grupo-de-catarinenses-fara-documentario-sobre-aborigenes-australianos.html?fb_action_ids=10152103220727128&fb_action_types=og.recommends&fb_source=other_multiline&action_object_map=[255733821251663]&action_type_map=[%22og.recommends%22]&action_ref_map=[]

quinta-feira, 13 de março de 2014

Barbárie no sul da Bahia contra os Tupinambá: Jagunços incendeiam 28 casas e espancam

Mais um episódio de extrema violência envolvendo a disputa de terras ocupadas pelo povo Tupinambá ocorreu na Bahia. Desta vez, a cena dos crimes foi o município de Itapebi, localizado no extremo sul do estado, há cerca de 600 km da capital Salvador. Na última sexta-feira (7 de março), por volta das 9h, dezoito jagunços – dentre eles dois ex-policiais - fortemente armados circularam a aldeia Encanto da Patioba, renderam três homens, duas mulheres e duas crianças, espancaram dois idosos e um casal, mataram animais domésticos e de criação, roubaram bens, ameaçaram estuprar uma das mulheres e incendiaram todas as 28 casas da aldeia.
 
Veja a nota na integra acessando o link abaixo:

Outra nota ainda acerca do episódio acima:

"Foi um massacre. Queimaram tudo o que estava dentro das casas: roupa, comida, documentos, tudo. E o que não queimaram, eles roubaram: motosserra, rádio, fogão, celular, motor de farinheira (que gera energia) e um ralador. Mataram cachorro a facão. Atiraram nos perus. Acabaram com nossas galinhas, a gente tinha pra mais de 400 galinhas na comunidade toda. Destruíram nosso canavial. Cataram nossas roças, nossas abóboras. Não sobrou nada", se indigna o cacique Astério Ferreira do Porto, de 63 anos. Mostrando as marcas da violência deixadas em seu próprio corpo, ele relata que foi jogado no chão e algemado pelos jagunços. Em seguida, apanhou muito, e de todo jeito: paulada, chute, pano de facão, "até de chapéu de couro... também xingaram muito a gente. Tudo pra gente entregar onde estavam as outras lideranças que eles estavam procurando". Continue lendo... 'Barbárie no sul da Bahia: Jagunços incendeiam 28 casas e espancam indígenas Tupinambá'

Fonte: http://racismoambiental.net.br/2014/03/barbarie-no-sul-da-bahia-jaguncos-incendeiam-28-casas-e-espancam-indigenas-tupinamba/#more-140531>

MEC planeja criar rede universitária indígena

Cursos serão criados em parceria com diferentes instituições e não atenderão somente índios 

 O Ministério da Educação pretende criar, até o ano que vem, uma rede universitária que contemple os conhecimentos produzidos pelos índios brasileiros. Assim como no projeto de educação a distância nas universidades federais, o Universidade Aberta do Brasil (UAB), os cursos de graduação e pós criados dentro da rede não pertencerão a uma instituição só. Eles farão parte de uma rede, que terá capacidade de atender mais interessados em todo o país.

“A proposta não é levar índio para a universidade simplesmente. É levar conhecimento indígena para as instituições que trabalham com a formação deles também”, afirma Rita Gomes do Nascimento, coordenadora geral de Educação EscolarIndígena, órgão ligado à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC.

Segundo ela, as experiências isoladas de cursos voltados à valorização da vivência indígena já existentes serão ampliadas. Hoje, há 20 instituições públicas que oferecem cursos de licenciatura interculturais aos índios. São graduações que formam professores indígenas, considerando as especificidades do ensino e da vida na aldeia importantes no curso.

“Vamos pesquisar com mais profundidade as experiências internacionais também. Sabemos que países como a Bolívia e o México possuem universidades indígenas. Na Bolívia, há 22 cursos específicos em cinco universidades. No México, oito universidades oferecem 49 cursos. Há experiências também no Canadá e nos Estados Unidos. Queremos buscar experiências, mas encontrar o melhor formato para o nosso país”, afirma a coordenadora.

Rita ressalta que as necessidades e os conhecimentos produzidos pelos povos indígenas precisam estar mais presentes no ensino superior. “Há inúmeros cuidados que eles têm de preservação da natureza e construção de casas, por exemplo, que podem nos ensinar muita coisa. Temos tido uma relação desigual na construção desses saberes. Apenas uma vertente sobre o que é saber científico tem prevalecido”, critica.

Unir os conhecimentos das tribos e da academia será o objetivo dessa rede universitária. Os universitários vão aprender a gerenciar os territórios (seus problemas e suas vantagens) indígenas de acordo com as especificidades locais. Os cursos, no entanto, não serão exclusivos para alunos indígenas. “O objetivo é promover intercâmbio cultural”, comenta. Segundo Rita, as instituições que já recebem alunos indígenas se tornaram espaços mais democráticos.

Distantes

Pouco mais de 10 mil indígenas estão hoje matriculados no ensino superior, que possui mais de 7 milhões de estudantes. Na educação básica, há 258.882 matrículas de alunos indígenas que, espera-se, desejem chegar um dia à universidade. “O MEC passou a coordenar a política educacional desses povos na década de 1990. O investimento na educação básica foi grande, mas a situação ainda precária. Vamos fortalecer os programas”, conta.

No ano passado, o ministério lançou o Programa Nacional de Territórios Etnoeducacionais Indígenas para aperfeiçoar as políticas de educação para esses povos. Representantes das diferentes etnias, das instituições que já possuem cursos voltados para esse público e pesquisadores vão participar das reuniões do grupo criado para desenhar o modelo dessa rede universitária. A primeira reunião será na primeira quinzena de março.

Fonte:  http://www.wscom.com.br/index.php/noticia/educacao/MEC+CRIA+REDE+UNIVERSITARIA+INDIGENA-164600

Nova decisão judicial reafirma desocupação da Terra Indígena Marãiwatsédé por invasores

11/3/2014

A pedido do Ministério Público Federal em Mato Grosso, a Justiça determinou a expedição imediata dos mandados de reintegração de posse e a desocupação imediata da terra indígena invadida novamente em janeiro deste ano, exatamente um ano após a desintrusão.
A mais recente decisão judicial sobre a terra indígena Marãiwatsédé, do dia 28 de fevereiro, determinou, novamente, a desocupação imediata da Terra Indígena Marãiwatsédé, que foi invadida por posseiros há pouco mais de 30 dias.

A nova invasão ao território de ocupação tradicional do povo indígena Xavante ocorreu exatamente um ano depois de cumprida a desintrusão da área, isto é, a retirada de todos os não-índios que ocuparam ilegalmente a terra indígena por décadas.

Na decisão do dia 28 de fevereiro, o juiz federal Diego Paes Moreira afirmou que as decisões judiciais anteriores, de 26 e 31 de janeiro deste ano, estão sendo descumpridas por posseiros que pretendem retomar a posse do imóvel de forma ilegítima, alguns aparentando fazer uso de violência.

A decisão judicial citou informações apresentadas pelas polícias que estão no local e presenciaram políticos de municípios vizinhos à terra indígena se aproveitando da situação com interesses eleitorais e incentivando o retorno dos posseiros para as casas que ainda não foram demolidas.

Na primeira decisão judicial após a reinvasão da terra indígena, do dia 26 de janeiro deste ano, a Justiça determinou que as forças de segurança fizessem a identificação dos invasores, especialmente das lideranças, a apreensão dos veículos e equipamentos utilizados para resistir e desobedecer a polícia.

Assentamento dos invasores - Para atender às reivindicações por terra dos invasores da terra indígena foi realizada uma audiência na Justiça Federal em Cuiabá no dia 31 de janeiro, em que foi estabelecido prazo de 60 dias para o Incra apresentar um projeto com cronograma para a realocação dessas pessoas em assentamento da reforma agrária. O prazo encerra no fim do mês de março de 2014.


Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal no Mato Grosso
(65) 3612-5083 / 9286-2891
ascom@prmt.mpf.gov.br
www.prmt.mpf.gov.br

Fonte: Rede ANAIND
  

RÁDIO KIRIRI CRIA NOVOS CONTEÚDOS DIRETO DA ALDEIA MIRANDELA

Ativando a comunicação, uma nova etapa de oficinas radiofônicas acontece na Rádio Kiriri até 1º março, no sertão da Bahia

No ar desde 2012, a Rádio Kiriri transmite direto da Aldeia Mirandela, no sertão da Bahia, distante pouco mais de 300 km da capital Salvador. Entre os meses de fevereiro e maio, a Rádio Kiriri realiza o 2º Ciclo de Oficinas Radiofônicas com formação para produção de conteúdos informativos, educativos e culturais na Aldeia Kiriri com apoio da Assessoria de Culturas Digitais da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA). A primeira etapa de atividades, que vai até 1º março, começou no último dia 23/02.

A rádio recebeu o transmissor e as primeiras oficinas de formação pela parceria com o Coletivo Rádio Amnésia e o apoio do Programa BNB Cultural. Os conteúdos produzidos nesta primeira etapa são distribuídos em outras rádios e pela internet, no site da Rádio Kiriri (http://radiokiriri.wordpress.com). São vinhetas, spots e música indígena que trazem mais diversidade para a nossa comunicação.

A Rádio Kiriri transmite em baixa potência e é uma experiência que tem transformado o cotidiano não só da aldeia como de seus vizinhos. O locutor Gilberto Kiriri relata que pequenos comerciantes locais têm procurado a rádio para anúncios e noticias. Seja para comunicar uma reunião da comunidade indígena, transmitir uma partida do futebol da aldeia, informar sobre o calendário da escola indígena ou espalhar que a tapioca e o mel estão sendo distribuídos; a rádio está no ar!

Nesta fase, a programação da Rádio Kiriri será complementada por uma nova etapa de produção de conteúdos com vinhetas, spots, entrevistas que irão circular na rádio e também em veículos parceiros, rádios livres, públicas e comunitárias.

A Rádio Kiriri é também uma experiência diferente e inovadora. Não só por trazer uma programação étnica, como pouco se vê na comunicação brasileira, mas, como aponta o produtor do projeto, Sérgio Melo, por ampliar o debate sobre a democratização da mídia e do direito a comunicação a partir do olhar e da interação de outros atores, que “não são especialistas nos debates que vem sendo realizados nessa área, mas podem contribuir com uma experiência viva, independente, e que pode servir de exemplo e estímulo para que grupos adotem estratégias de comunicação integradas a outras formas de organização social”.

Na legislação brasileira, há apenas três anos foi concedido a indígenas e quilombolas o direito de administrarem rádios comunitárias.

A Rádio Kiriri na Aldeia Mirandela, como comunicação indígena livre, é também uma inspiração para outros povos, segundo relata o cacique Marcelo Kiriri, articulador da rádio na Aldeia Mirandela. “Muitos acreditam que só existe rádio em cidades, mas nós aqui na Rádio Kiriri comunicamos com toda a aldeia. E quando a gente fala da rádio com outros povos ninguém acredita, mas é verdade”, afirma.

KIRIRI
No sertão da Bahia, a Terra Indígena Kiriri tem limites com os municípios de Banzaê, Quijingue e Ribeira do Pombal. São cerca de 2.100 índios no território demarcado e homologado desde 1990 depois de um histórico de lutas nos em que os Kiriri expulsaram cerca de 1.200 não-índios da Terra Indígena. Kiriri significa povo “calado”, “taciturno”, mas apesar da linguística, tem levado sua voz cada vez mais longe, através das ondas do rádio!
 
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RADIO KIRIRI
 
 
2º Ciclo de Oficinas Radiofônicas na Aldeia Mirandela
 
CONTATO – Thais Brito | Ass. de Comunicação | kiriri.webradio@gmail.com / taisoueu@gmail.com | 71.9278.9778
Fonte: Grupo ANAIND

segunda-feira, 10 de março de 2014

Ademario Ribeiro: Dados e danos aos povos indígenas no Brasil

13º Congresso do PCdoB - Notícia

Novas expansões das bandeiras do capital aliadas com as velhas aliadas invadem as fronteiras e continuam a solapar o que restou dos povos indígenas e se decreta a sua extinção no Brasil? Os povos indígenas continuam ao longo e mais de cinco séculos na pauta dos preferidos ao extermínio. Eles foram (e são?!?!) donos imemoriais desse território e foram exterminados, tapeados, minimizados, desterrados, aldeados... E mais crueldades continuam seus cursos.

Por Ademario Ribeiro*

Na atualidade as desgraças continuam a lhes abater. Diante desse contexto - muito se esperou dos governos de esquerda. Esses povos e suas lideranças simpatizaram e apostaram com essa possibilidade que tanto anelaram que chegaram a colocar seus cocares sob a cabeça do Lula e da Dilma. Que dor de cabeça! Sofrem com eles o que nem sofreram com os presidentes militares e nem com o Fernando Henrique Cardoso (FHG). De acordo com o levantamento do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante os oito anos do governo Lula e nos dois anos da presidenta Dilma -, “560 índios foram assassinados no Brasil, cuja média de 56 por ano também apresenta um crescimento de 168,3% em relação à média dos oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso”.

Proposição para ser encaminhada à Conferência do PCdoB 

Nesse contexto em que se agravam as violações dos direitos indígenas e que as adversidades políticas e econômicas rasgam a Constituição Cidadã de 88, que reconhece a esses povos a sua organização social, costumes, línguas, crenças, tradições - como direitos originários sobre as terras por eles tradicionalmente ocupadas, assim como, a Convenção 169 da OIT - Organização Internacional do Trabalhado, da qual o Brasil por ser signatário tem a obrigação de tomar “medidas necessárias para identificar terras tradicionalmente ocupadas pelos povos interessados e garantir a efetiva proteção de seus direitos de propriedade e posse”, o Estado Brasileiro parece estar concentrado apenas na mão única das expansões do capital desigual sem sensibilizar e criar ações efetivas em defesa dos povos indígenas -, encaminho esse nosso ponto de vista à Conferência Estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) na Bahia, a fim de que seja avaliado e incluído nas Teses do seu 13º Congresso -, com vistas a salvaguarda dessas populações, por um meio ambiente equilibrado e pelo desenvolvimento sustentado.

*Titulo Original: Ademário Ribeiro: Governos Lula e Dilma. Dados e danos aos povos indígenas no Brasil

*Ademario Souza Ribeiro, filiado ao PCdoB, Simões Filho (BA).
Fonte: http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=222911&id_secao=357

sexta-feira, 7 de março de 2014

Programação do X Encontro Estadual de História da ANPUH-PE


Programação

 1.       PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

 X Encontro Estadual de História da ANPUH-PE
História e Contemporaneidade: articulando espaços, produzindo conhecimentos
Petrolina, 23 a 25 de julho de 2014, UPE.
PROGRAMAÇÃO GERAL
 
 
QUARTA 23/07
QUINTA 24/07
SEXTA 25/07
 
8h às 12h
Credenciamento
 
 
 
9h às 12h
MC  
Fórum de Graduação
ASSEMBLEIA DA
        ANPUH PE
MC
Fórum dos
GTs
 
Fórum de Pós-Graduação
 
Intervalo
 
14h-16h
ST
CO
ST
CO
ST
CO
 
16h-18h
Conferência de Abertura
 
MR2
MR4
 
Intervalo
 
19h – 21h
 
MR1
MR3
Conferência de Encerramento
 

 MC - Mini Curso     MR - Mesas Redondas   ST - Simpósio Temático     CO - Comunicações Orais

 2.       CONFERÊNCIAS E MESAS

Conferência de abertura:
História e Narrativa
Conferencista: Antonio Jorge Siqueira (UFPE)

 Mesa redonda 1:
História e Educação.
Palestrantes: Ms. Paulo Alexandre (Secretaria de Educação de Pernambuco), Dr. Carlos Augusto Ferreira (UEFS), Dra. Marta Lima (UFRPE) 

Mesa redonda 2:

História e Cidade
Palestrantes: Dra. Sylvia Couceiro (FUNDAJ) , Dr. Flávio Weinstein (UFPE), e a Profª Regina Beatriz (UFPE).

 Mesa Redonda 3:
História, Memória e Acervos
Palestrantes: André Mota (Faculdade de Medicina – USP) Alexandro Silva de Jesus (UFPE), Antonio Montenegro (UFPE)

 Mesa Redonda 4:
Olhares contemporâneos sobre a construção dos sertões.
Palestrantes: Kalina Vanderlei (UPE – Nazaré da Mata), Maria Ferreira (FABEJA), Harley Abrantes (UPE – Petrolina)

 Conferência de Encerramento:
História e Internet
Conferencista: Dr. Dilton Cândido Maynard (UFS)

 
  1. 3.       FÓRUNS ESTADUAIS

 Fórum de Graduação

 Com o objetivo de ampliar o debate sobre a qualidade da formação profissional dos Historiadores em nosso estado de Pernambuco, o Fórum de Graduação será um espaço destinado a reflexão, a discussão e ao diálogo, restrito a coordenadores e representantes estudantis das graduações em História de Pernambuco e profissionais da Associação Nacional de História, seção Pernambuco, devidamente cadastrados.

Fórum de Pós-Graduação

Para contribuir e socializar as principais discussões ocorridas em reuniões e comissões dos Programas de Pós-Graduação em História em nosso País o Fórum de Pós-Graduação da ANPUH-PE é restrito a coordenadores e representantes estudantis das pós-graduações de História em Pernambuco e profissionais da Associação Nacional de História, seção Pernambuco, devidamente cadastrados.

 Fórum de Grupos de Trabalho

Nacionalmente a ANPUH organiza-se em quase todos os estados brasileiros através das suas Sessões Regionais, a exemplo da ANPUH-PE. Além disso, existem os chamados Grupos de Trabalho (GTs) se consistem em conjuntos de pesquisadores que se propõem a trabalhar certo eixo temático em caráter contínuo, definindo para isso um programa de atividades que inclui debate, pesquisa, produção, bem como, a participação nos simpósios da ANPUH. Nesse contexto, com o objetivo de reunir e regulamentar a atuação dos Grupos de Trabalho em nosso estado organizamos o Fórum de Grupo de Trabalho da ANPUH-PE, restrito aos pesquisadores (coordenadores e integrantes de GTs) e profissionais da Associação Nacional de História, seção Pernambuco, devidamente cadastrados.

 
  1. 4.       SIMPÓSIOS TEMÁTICOS

Espaços de apresentação de resultados parciais e finais de investigações históricas, os Simpósios Temáticos serão formados por pesquisadores graduados e pós-graduados articulados em torno das temáticas historiográficas propostas por cada coordenador.

 
  1. 5.       CURSOS DE CURTA DURAÇÃO (6H)

Haverá o oferecimento de cursos de curta duração oferecidos pelos associados da ANPUH PE destinados aos alunos de graduação presentes no evento.

 
  1. 6.       COMUNICAÇÕES ORAIS

Visando a valorização da iniciação à pesquisa científica, propomos a abertura de espaço para apresentação de relatórios parciais ou finais de investigação histórica realizados por estudantes de graduação.