segunda-feira, 6 de maio de 2013

UFPA realiza II Semana do Calouro Indígena

UFPA realiza II Semana do Calouro Indígena

Entre os dias 7 e 9 de maio, a Associação dos Povos Indígenas Estudantes na Universidade Federal do Pará (APYEUFPA), em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão (Proex), realiza a “II Semana do Calouro Indígena UFPA 2013”. O evento será realizado no Auditório Setorial Básico II, no Campus Básico da UFPA. O tema deste ano é “Igualdade e diversidade na universidade: um caminho (im)possível”. Esta programação é realizada para receber os calouros indígenas que foram aprovados no Processo Seletivo Especial para Povos Indígenas em 2013.

De  acordo com o presidente da APYEUFPA, Edimar Fernandes, o objetivo do evento é promover maior interação de lideranças e calouros indígenas com a comunidade acadêmica, por meio da participação ativa nos diálogos necessários para a formação acadêmica nesse contexto interétnico.

Programação – A Semana vai discutir as políticas afirmativas, bem como a avaliação das ações da UFPA e das demais instituições para garantir a permanência e o sucesso dos indígenas nos cursos ofertados pela Instituição. Participarão do evento o reitor da UFPA, professor Carlos Maneschy, professores da UFPA, representantes de órgãos públicos e lideranças indígenas. “A proposta do projeto é proporcionar informações, palestras, discussões, acolhimento e interação com outros indígenas estudantes, assim como com não indígenas, preparando-os, previamente, para a estada na universidade, essa preparação diminuirá os índices de evasão que ainda são altos”, afirma Edimar.
Ainda segundo Edimar Fernandes, realizar esta Semana do Calouro é fundamental, pois “será a possibilidade de a comunidade acadêmica conhecer e compreender melhor os assuntos relacionados à diversidade, já que proporcionará discussões sobre questões que se referem aos povos indígenas, superando relações históricas de exclusão pelo preconceito e discriminação.”

APYEUFPA - A Associação dos Povos Indígenas Estudantes na Universidade Federal do Pará (APYEUFPA) foi criada em dezembro de 2011 pelos indígenas estudantes na UFPA. A entidade foi pensada com o objetivo de proporcionar melhorias nas condições de vida dos indígenas e também minimizar o impacto e as dificuldades daqueles que ainda pretendem ingressar via reserva de vagas, esclarecendo dúvidas, proporcionando interação com outros indígenas.

Serviço
II Semana do Calouro Indígena UFPA 2013
Data: 7, 8 e 9 de maio
Local: Auditório Setorial Básico – Campus Básico da UFPA.
Texto: Carlos Fernando Pinheiro – Assessoria de Comunicação Institucional
Fotos: Alexandre Moraes
Fonte:  http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=7548

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Marcos Terena e a Vida dos Povos Indígenas

 Desejo apresentar, logo abaixo, mais um relato do estimado Marcos Terena (MM), o qual faz parte de sua história, história do seu povo - Terena, história do índio no Brasil, história do povo brasileiro. Na próxima postagem, vou verificar a possibilidade de divulgar uma "resposta" ao MM, que também, recebi no meu e-mail e o farei pois fui tomado (sensibilizado) pela nobreza dos pensamentos e gestos  dos dois  autores.

Saudações.
 
Eis o texto do Marcos Terena:

Amigos, Guerreiros e Irmãos!
 
A Nação Terena meu Povo era formado por grandes cavaleiros mas hoje na aldeia a gente só vê motos e bicicletas, mas um dos mais importantes ensinamentos que ouvi era que não bastava andar de cavalo, era importante conhecer, saber e vivenciar o estilo de cada cavalo, senão um dia você cai.....
 
Nós fomos os grandes estrategistas durante a Guerra do Paraguay para ajudar o Exército Brasileiro dentro do Pantanal e do Chaco, principalmente as mulheres, mas depois de tudo isso, perdemos nossos territórios originários, fomos traídos pelo Governo com falsa promessas e ficamos ilhados em pequenas reservas que antes da chegada do Purutuie, se constituia em nosso território ancestral. Até hoje não conseguimos retomar esses direitos.
 
Um dia conheci um técnico da antiga Embratel responsável por todo o sistema do Leste Brasileiro, de repente ele começou a falar comigo em nossa língua. Sim, ele era um Terena que usava sua inteligencia para ajudar o sistema eletro-eletronico do homem branco num centro principal do País.
 
Meu avô o Pai da minha Mãe que não conheci era um domador de cavalos bravos e foi assassinado ao tentar libertar o irmão dele que estava preso pelo SPI, mas ele morreu lutando pela liberdade das prisões que o homem branco inventava para disciplinar nossos Guerreiros.
 
Neste ano de 2013 diversos movimentos indígenas tem se mexido tentando dar visibilidade ao rosto e o sangue indígena em vários circuitos do Brasil. Vários encontros de jovens Indígenas. Muitos encontros de Mulheres Indígenas. Muitas reuniões sobre projetos, programas de desenvolvimento, cultura, educação e esportes.
 
Isso significa que nosso Povo vive e quer lutar com as armas do homem branco para sair da sombra dele seja da Funai, de amigos fazendeiros, politicos, organizações não governamentais e até de índios que trabalham para eles. Ou seja, atingir a liberdade e a auto-determinação.
 
É hora de continuar lutando e de o Governo Federal fazer seu papel constitucional: demarcar as Terras Indígenas como base para a Vida dos Povos!
 
Marcos Terena - Filho do Povo Xané - Tradição Xumono
Fundador da União das Nações Indígenas - 1º Movimento Indigena do Brasil

*M. MarcosTerena*
Cátedra Indígena Itinerante - UII
XII Jogos dos Povos Indígenas - 2013http://twitter.com/marcosterena - www.facebook.com/marcosterena
 
Fonte: e-mail

sábado, 27 de abril de 2013

Ariano Suassuna e o "forró" atual

Muita coisa está senda asfixiada para realmente não construirmos cultura, educação, saúde, civilidade, paz, sustentabilidade humano-planetária e, de do outro lado, para o paradoxal: investimentos avantajados em prol da barbarie vulgarizada dia-a-dia... Quem vai se alinhar a pensamentos e pronunciamentos o que tarnscrevemos abaixo?!

O Brasil - país continental a passos céleres do inabitável...

Leia, por favor, a crítica do mestre Ariano Suassuna.


Por Ariano Suassuna

“Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.

 Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

 Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

 Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na platéia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

 Fonte: http://ncwr.wordpress.com/2009/11/23/critica-de-ariano-suassuna-sobre-o-forro-atual/ Acesso, 27.04.2013

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Pensando Cultura na cesta básica da cidadania



Estou aqui, do lado de cá, sozinho, pensando na cultura, e fico anelando quando juntos estivermos pensarmos na cultura.

Fazer ou criar cultura não é mesmo a mais difícil a ação. O mais difícil é mesmo o entrave ou melhor, (os) entraves, no plural. Eles são o que nos desafiam desde os primeiros tempos da humanidade a darmos saltos de qualidade nesta relação: criador(a) de cultura e a sua continuidade em seu tempo e espaço ou que ela até avance geografias e temporalidades.

Penso que os entraves antes de tudo são o que oscilam ente o que “todos” proclamam de que a cultura é um grande bem social, que sem cultura não se forma um povo civilizado… que a cultura é o maior patrimônio de um povo, nação… que a cultura é… e, verdadeiramente, cadê a real atitude em prol desse reconhecimento? Temos que sair do logos para o “logo” da materialidade no aqui e agora  – como sinaliza o cantor e compositor Gilberto Gil em uma de suas joias – a música “Logos versus logo”.

As pessoas – se quiserem, poderiam cultivar as várias formas de cultura, até porque é muito vasta a dimensão do que é cultura. Mas, da cultura que acredito estejamos nos referindo – precisa fazer parte da cesta básica da cidadania. Estar na pauta do dia a dia. Por outro lado é preciso que seu(ua) criador(a) possa ter os meios (estímulos) de cultivar, dar manutenção, difundir, divulgar – fazer circular o que produz. Claro, seu projeto deve ser criativo, bem escrito e bem escrito não é necessário que seja uma obra de várias dúzias de palavras tão cultas que não estão circulando nas bocas dos populares e que se precise de dicionários para saber seus significados.

Neste contexto, sobretudo, pode ser uma proposta que tenha alguns eixos: coerência, coesão, abrangência e emergência temáticas. Até porque, nas mídias –, existe um sem-número de produtos que tem outra orientação, desejo, finalidade, destino, destinatário, etc. Enfim, o entrosamento entre criadores(as) deve ser permanente e aprimorado, etc. E deste processo pode vir algo para além dos “entreves”, quer em nome das leis de incentivo, patrocínio, subvenção, parceria, apoio, fomento entre outros instrumentos.

Finalmente, penso que se deve abrir o debate sobre Cultura e sua importância como ação e força pedagógicas para a transformação social, melhoria da civilidade, da ternura e pela construção de uma cultura de paz, justiça e pela sustentabilidade planetária - e sem deixar de alegre, criativa, participativa, civilizatória e sem que para isto, ser panfletária, de difícil acesso, que precise de auxílio de um bom dicionário ou de fácil descarte.

Enfim, a cultura que era só um produto para o entretenimento, informação, autoformação, formação – vem sendo pensada como estratégia de outras dimensões, apropriando de outros conceitos e possibilidades. Por exemplo, vir a desempenhar papel de relevância nas gestões públicas, na cultura como bem e meio para a economia desde o seu desenvolvimento local e desdobrando para além de suas dimensões lúdica, simbólica e cidadã e se configurando no seu espectro antropológico, ou seja, o que se vai construindo ao longo das ações humanas, na sua interação social, entre os mais rudimentares, populares, cultos, eruditos ou acadêmicos fazeres, afazeres e saberes.

Tomara que logo-logo ampliemos os espaços de discutirmos e refletirmos sobre Cultura. O que é, o que pensamos, o que queremos, que políticas públicas de cultura compreendemos representar o que desejamos venha a ser diretrizes, planos e ações para a Cultura e assim por diante.

Realmente, sozinho, pensar cultura é muito solitário. Pensar junto tem uma dimensão de prazer, compartilhamento, inclusão, maturidade, diversidade e... O que construirmos será uma reflexão coletiva e uma prática multicultural.

Que a Cultura seja um item indispensável na Cesta Básica Cidadã!

sábado, 20 de abril de 2013

MOBILIZAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DOS TERRITÓRIOS INDÍGENAS

Os povos indígenas sempre lutaram por seus direitos - ao contrário de comentários que ouvíamos de que eles estavam (apenas) nas selvas, no bem-bom das redes, fumando seus cachimbos, cultivando suas tradições, não produzindo para o seu país... e ... Esse pensamento a cada dia cai no vazio. O que a história mostra - e já elencamos aqui no PensamentAções e Suas Fronteiras - as dezenas de movimentos, tais como: confederações, revoltas, levantes, guerras, petições, mobilizações, etc. para assegurar suas lutas por suas vidas, culturas, territórios.

As lutas com esses fins, veem ocorrendo no dia a dia desde as aldeias, comunidades, cidades, universidades, assembléias estaduais e no congresso nacional, no planalto, nas mídias e fora do Brasil.

No conjunto de ações no Abril Indígena, esta semana, os Povos Indígenas de todo o Brasil participam em Brasília (DF) de mais uma Mobilização Nacional em Defesa dos seus Territórios entre outros Direitos Sagrados.

Assista ao vídeo abaixo ou acesse o link postado pelo CIMI (Conselho Indigenista Missionário):

http://www.youtube.com/watch?v=wIoc3kkxicY






sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ditadura. Filho se emociona ao falar do trabalho de investigação feito pelo procurador



De: "wenderfreitas"
Data: Sexta, 19 de Abril de 2013 19:41
Assunto: [pineb] Filho se emociona ao falar do trabalho de investigação feito pelo procurador

Ditadura.

Filho se emociona ao falar do trabalho de investigação feito pelo procurador sobre massacre indígena
Estado de Minas

Publicação: 19/04/2013 08:03 Atualização: 19/04/2013 09:44

"O relatório é uma bomba atômica na história recente do país. Tinha muita gente importante envolvida. Essa é uma das melhores notícias que já recebi nos últimos 40 anos", se emociona o advogado Jader de Figueiredo Correia Júnior, ao saber que o relatório produzido por seu pai em 1968, sobre violação de direitos humanos de indígenas, foi encontrado quase intacto, depois de mais de 40 anos desaparecido. "Eu tinha certeza de que ele tinha sido queimado. Diziam na época que tinha sido proposital", lembra o advogado, que reclama de o trabalho do pai ter sido escondido e ignorado na história do país, perpetrando as injustiças constatadas.

"Era uma voz solitária na ditadura, contra o AI-5 e contra um regime que censurava a imprensa", diz. O vice-presidente do Tortura Nunca Mais de São Paulo e coordenador do projeto Armazém Memória, Marcelo Zelic, um dos principais atores na recuperação do material, concorda: "Jader de Figueiredo foi uma figura republicana superinteressante, apagada injustamente da história".

Em 1977, uma comissão parlamentar de inquérito foi aberta na Câmara para investigar violações de direitos humanos dos índios. No ano anterior, o procurador que produziu o relatório morreu em acidente de ônibus, aos 53 anos. Perguntado se a morte do pai pode ter sido provocada por opositores, o filho considera: "Eu nunca tinha pensado nisso, eu tinha 14 anos incompletos na época. Pode ser. Meu pai morreu em um acidente que nunca foi esclarecido".

Jader Figueiredo Júnior relembra o transtorno que a divulgação do relatório trouxe à família e diz que seu pai chegou a ser ameaçado de morte. "Ele sofreu atentados, foi perseguido por pistoleiros durante a investigação. Nossa família vivia sob segurança da Polícia Federal", relembra. Ele destaca que o pai não era uma pessoa vaidosa e não gostava de aparecer. "Ele se indignava de pensar que seu trabalho podia ficar no `dito pelo não dito'. Viu muita injustiça, muita crueldade. E morreu na esperança de seu trabalho aparecer de novo, de algum jeito. Onde ele estiver agora, estará feliz", acredita o filho.

Jader Júnior relata uma passagem que o pai costumava contar em casa, sobre uma índia que foi morta e cortada ao meio em público. Segundo ele, quando o procurador chegou à aldeia, encontrou a mulher amarrada entre duas estacas pelos pés, de cabeça para baixo, partida longitudinalmente ao meio por piques de facão. "O brasileiro costuma assistir a filmes de Hollywood onde cauboís matam índios e acha bonito. O que o americano fez com os índios foi brincadeira em relação ao que foi feito aqui. Lá foi uma matança, aqui foi genocídio. Uma coisa nazista, hitlerista.

E o brasileiro não tem consciência disso. Isso é uma coisa que o mundo precisa saber", revolta-se o filho. A perplexidade do pai está indelével no relatório recuperado: "Os criminosos continuam impunes, tanto que o presidente dessa comissão viu um dos asseclas desse hediondo crime (assassínio de Cintas Largas, no Mato Grosso) sossegadamente vendendo picolé a crianças em uma esquina de Cuiabá (MT)".

Catalogação

Marcelo Zelic também expressa grande alegria pela descoberta do documento. "Eu o achei inteirinho", exclama o pesquisador, que percebeu que os papeis ilegíveis eram o famoso Relatório Figueiredo, que ficou batizado com o nome do procurador. Ele descreve que foi chamado ao Museu do Índio em agosto do ano passado para analisar documentação que estava em posse da entidade desde 2008 e havia sido catalogada em 2010. Das 62 páginas finais entregues ao ministro Albuquerque Lima pelo procurador.

Jader de Fiqueiredo, 15 estavam em estado precário de preservação. O ativista garante, porém, que os trabalhos desenvolvidos pelo Museu do Índio, Tortura Nunca Mais de São Paulo, Comissão Justiça e Paz de São Paulo, Konoinia Presença e Serviço, Associação Juízes para a Democracia e Armazém Memória, com apoio da deputada Luíza Erundina (PSB-SP), conseguiu recuperar todas elas, que estão sendo catalogadas.

Dois dos questionamentos que o relatório pode suscitar são em relação a posse de terras, como a dos índios kadieus, em Mato Grosso, e a acusados de crimes não apurados. Em uma das páginas entregues a Albuquerque Lima, por exemplo, quatro nomes são citados como responsáveis por diversos crimes. São eles: Abílio Aristimunho, Acir Barros, Airton de França e Alan Kardec Martins Pedrosa.

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http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2013/04/19/interna_politica,434949/filho-se-emociona-ao-falar-do-trabalho-de-investigacao-feito-pelo-procurador-sobre-mass
acre-indigena.shtml

Procuradoria Federal/AGU conquistou para os Guarani Kaiowá. Feliz Dia do Índio!

 Comemoremos! Íntegra da Decisão pleiteada pela Procuradoria Federal/AGU para Pindo Rocky.

Vale ler!

 

 Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

 Aí vai, fotografada, a íntegra da vitória que a Procuradoria Federal/AGU conquistou para os Guarani Kaiowá junto ao Tribunal Regional Federal da 3 Região. Com a ajuda inclusive de uma citação de Antônio Brand (que de alguma forma e lugar deve também continuar a olhar por eles), a Decisão derruba a reintegração de posse determinada pela juíza Raquel Domingues do Amaral Corniglion, de Dourados. De acordo com a Juíza, os Guarani Kaiowá teriam até hoje, 19, para abandonar a Tekoa Pindo Roky, inclusive desenterrando e carregando com eles o corpo de Denilson Barbosa, de 15 anos, assassinado por Orlandino Gonçalves Carneiro, réu confesso. Como escreveu Ivan Viegas, ao nos encaminhar a Decisão, “Feliz Dia do Índio para a comunidade Indígena do Pindo Roky!”. E um dia feliz também para ele e toda a equipe da Procuradoria Federal/AGU que honrosamente cumpre seu papel e a Justiça.

 
 Fonte:
http://racismoambiental.net.br/2013/04/comemoremos-integra-da-decisao-pleiteada-pela-procuradoria-federalagu-para-pindo-rocky-vale-ler/