quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Lei 11.645/08 e temática indígena na Revista Pró-Professor da UFOP

REVISTA PRÓ-PROFESSOR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO - UFOP


Acreditando na importância e urgência de abordar a temática indígena nas escolas -, executei o Projeto de intervenção com esse tema e o mesmo foi vertebral para o objeto de escrita do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), cujo artigo, agora, pode ser acessado.


Gostaríamos que os links fossem divulgados para seus amig@s, alun@s e colegas que atuem ou se interessem pelo ensino infantil, fundamental e médio e, muito em particular, pela temática indígena!!!


 


Obs.: As fotos dos alunos envolvidos no Projeto de Intervenção foram autorizadas pelos seus pais e ou responsáveis e constam nos arquivos da Unidade Escolar onde fora executado.


Créditos das fotos: Ezi Costa, Augusto Mascarenhas e Ademario Ribeiro.

Veja os links abaixo. Ao acessar se cadastre e boa leitura!!!
Eis os links:
Facebook: http://www.facebook.com/proprofessor


























quinta-feira, 20 de setembro de 2012

AGU suspende novamente Portaria 303

Pressionada, AGU suspende novamente Portaria 303




Índios Brasil, Notícias

por ÍndiosNE

19/09/2012

Por Ruy Sposati (CIMI)

Uma onda de protestos de indígenas por todo o Brasil, iniciados em julho, levou a Advocacia Geral da União (AGU) a suspender novamente a polêmica Portaria 303. Se entrar em vigor, a medida permitirá intervenções militares e empreendimentos hidrelétricos, minerais e viários em terras indígenas sem consulta prévia aos povos, além de prever a revisão dos territórios já demarcados e homologados.

Segundo a Portaria 415, publicada no Diário Oficial da União na terça-feira, dia 17 de setembro, a “Portaria [303] entra em vigor no dia seguinte ao da publicação do acórdão nos embargos declaratórios a ser proferido na Pet 3388-RR [Raposa-Serra do Sol] que tramita no Supremo Tribunal Federal”.

“Traquiliza um pouco – não 100%, mas tranquiliza um pouquinho saber que ela não vai entrar em vigor já, como achávamos que poderia acontecer”, comenta a liderança guarani Marcos Mariano de Moraes. Desde ontem, Marcos e outros mil indígenas das etnias Kaingang e Guarani estão bloqueando uma estrada federal e uma estadual no Rio Grande do Sul, e outra rodovia federal em Santa Catarina, exigindo a imediata revogação da Portaria.

Desde a publicação da medida, dezenas de protestos ocorreram em todo o Brasil, e diversas delegações estiveram na Capital Federal para pressionar o governo e a AGU a revogarem o dispostivo.

O problema, agora, é que a suspensão permanece até a votação do acórdão das condicionantes da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol. “Precisamos agora analisar e discutir entre nós esse processo, essa nova Portaria, e o que nós vamos fazer. Eu não sei se ela é boa. Por enquanto, a gente continua aqui em movimento”, conclui Marcos.

Confira a Portaria 415 na íntegra:

ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO

PORTARIA No- 415, DE 17 DE SETEMBRO DE 2012

Altera o disposto no art. 6° da Portaria nº 303, de 16 de julho de 2012 e revoga a Portaria nº 308 de 25 de julho de 2012.

O ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal e o art. 4º, incisos X e XVIII, da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993, e considerando o teor do Aviso nº 1744/2012/MJ, de 14 de setembro de 2012, resolve:

Art. 1º. O art. 6° da Portaria n° 303, de 16 de julho de 2012, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 6°. Esta Portaria entra em vigor no dia seguinte ao da publicação do acórdão nos embargos declaratórios a ser proferido na Pet 3388-RR que tramita no Supremo Tribunal Federal”.

Art. 2º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogada a Portaria n° 308, de 25 de julho de 2012.

LUÍS INÁCIO LUCENA ADAMS

Disponível em: http://indiosnonordeste.com.br/2012/09/19/pressionada-agu-suspende-novamente-portaria-303/

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Carta ao Presidente em Simões Filho

Carta ao Presidente em Simões Filho

O município de Simões Filho -, graças à Ñanderu, Mairahu, Nzambe, Javé, Jeová -, Deus, não é só o lugar do desprezo, das desovas, do extermínio de jovens, do arrocha e seus afins, dos direitos violados dos habitantes do Quilombo Rio dos Macacos ou do esquecimento de sua ancestralidade indígena - é também espaço de Cultura, Arte, Esporte. Caetano Barata, poeta e artífice das produções que ampliam a civilidade nos brinda junto com sua plêiade - veja os nomes abaixo - com o lançamento nessas terras com o livro-coletânea "Carta ao Presidente". Além do próprio Caetano Barata, outros amigos escritores estarão presentes. Tomara que o "presidente" leia. Que a presidenta leia. Do contrário leremos.

Que nesse 'país das chuteiras'  e de outros investimentos similares qualquer evento contributivos a leitura, ao cultivo da arte e cultura - realmente deve ser celebrado e noticiado, senão, continuam a imperar com supremacia o que nos impõem como sendo o "que o povo gosta". Cuitados de nós - o povo!

Leia, por favor a notícia sobre o livro:

Nesta quinta-feira, dia 13 de setembro, a partir das 19h, ocorrerá mais um lançamento do livro “Carta ao Presidente - Brasileiros em busca da cidadania”, dessa vez em Simões Filho, no Itu’s Restaurante e Churrascaria (Praça Noêmia Meireles Ramos – Centro).

Organizado pelo jornalista Carlos Souza Yeshua, com prefácio da desembargadora Luislinda Dias de Valois e orelha da escritora Morgana Gazel, a obra conta com a participação de 45 autores e tem o objetivo de mostrar questões sociais do cotidiano do povo brasileiro.

“É uma leitura indicada para políticos e eleitores, sobretudo em época de eleições, como a que estamos agora”, sugere o organizador. Em Carta ao Presidente, o leitor encontrará artigos, cartas, poesias, contos, cordel e crônicas.

O evento será coordenado pelo escritor Caetano Barata, um dos autores do livro e contará ainda com as presenças de outros integrantes, entre eles Roberto Leal e Thaiz Guedes.

Autores – Alberto Peixoto – Altair Ramos – Antonio Barreto – Antônio Santana – Bernardo Assis Filho – Caetano Barata – Carla Elísio – Cássio Cavalcante – Deomídio Macêdo – Domingos Ailton – Franklin Maxado – Germano Machado – Idelma Santana – Ivan de Almeida – Ivan Maia – Joanice Marques – João Bosco Soares dos Santos – João Rocha Sobrinho – Jorge Carrano – Josue Ramiro Ramalho – Leandro de Assis – Leandro Flores – Lucymar Soares – Luiz Carlos Santos Lopes – Luiz Menezes de Miranda – Lula Miranda – Márcio dos Santos – Morgana Gazel – Marilene Oliveira de Andrade – Marina Fernanda Farias – Miriam de Sales – Mirian Britto -Moreira Barrêto – Morgana Gazel – Pinho Sannasc – Rita Maria da Silva Oliveira – Roberto Leal – Rosana Santos Silva – Sinéas Santos – Sonia Lobo – Thaíse Conceição – Thaiz Guedes – Valdeck Almeida de Jesus – Wesley Vinicius.

O que: Lançamento do livro Carta ao Presidente – Brasileiro em busca da cidadania

Onde: Itu’s Restaurante e Churrascaria – Praça Noêmia Meireles Ramos – Centro – Simões Filho – Bahia

Quando: Dia 13 de Setembro (quinta-feira), às 19h.

Editora: Òmnira - 228 páginas.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O índio no Brasil contemporâneo por Graça Graúna


O índio no Brasil contemporâneo

A presente contribuição aos estudos indígenas foi apresentada no dia 26 de abril de 2012, na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Seminário Brasil, brasis. Trata de questões indígenas relacionadas a história, memória e cultura indígena. Índios, indígenas, parentes: quantos e quem somos. O que a Funai não vê. O que significa ser razoavelmente integrado. Autonomia. Literatura indígena contemporânea no Brasil. Questões em aberto. Sob a coordenação do Acadêmico Domício Proença Filho, o referido seminário trouxe o tema “O índio no Brasil contemporâneo”. Parte deste texto também foi compartilhado na roda de conversa, durante o IX Encontro Nacional de Escritores e Artistas Indígenas, que acontece anualmente, no Rio de Janeiro. À luz das palavras do chefe Seatle e da Declaração Solene dos Povos Indígenas do Mundo a roda de conversa do grupo 3, apresentou propostas para as discussões acerca de literatura indígena e meio ambiente, rumo ao Fórum Rio +20.

Palavras chave: literatura indígena, meio ambiente, Fórum Rio +20.

Para saber mais, acesse:
Revista Educação e Linguagem (Vol. 15, no 25 (2012)
Editoral
https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/EL/article/view/3372/3084
Artigo
https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/EL/article/view/3357/3078

Foto: Ademario Ribeiro
Fonte do texto: http://ggrauna.blogspot.com.br/

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Etnicidade em Movimento - V LEME em Cachoeira (BA)



Esse Seminário explicitado é uma extraordinária oportunidade a fim de compreendermos os processos históricos e a atualidade dos Movimentos Étnicos em nosso país. Suas inscrições que iniciaram-se em 23 de agosto - encerram-se hoje, 31 desse mês. Acontecerá na cidade histórica de Cachoeira, Recôncavo Baiano. Para maiores informações, acessem: http://www.cedefes.org.br/index.php?p=agenda_detalhe&id_not=1816


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Povos Indígenas em Movimento

Recebi(emos) a pouco essa mensagem da parente Sonia Bone Guajajara. Fiquei feliz em ver mais uma vez como nossos parentes têm se manifestado pela Paz, pelas suas Terras, pela Saúde, pela Educação, pelos Direitos Humanos, pela Defesa do Meio Ambiente - ao contrário do que foram acusados de preguiçosos, deitados eternamente em suas redes, bebendo e fumando numa vida vadia e que nunca foram à luta por seus direitos!

Imaginemos - a palavra e gesto do guerreiro - além de associados a outros povos/etnias - estão tão relacionados os Povos Originários no Brasil!

Em breve, ela arrecadará um tempinho de sua extensa luta em prol do seu povo Guajajara e dos demais povos indígenas e me autorizará a publicação de uma entrevista que me concedeu. Eu a conheci num encontro em Porto Seguro (BA) em 2001, que avaliou os movimentos de Resistência Indígena, Negra e Popular naquele evento comemorativo dos 500 anos de Brasil - A História Agora são Outros 500.

Eis o texto abaixo:


Nesta segunda-feira, na BR-364, Serra de São Vicente, acesso ao município de Cuiabá, os povos Haliti Paresi, Bororo, Umutina, Nambikwara, Chiquitano, Manoki, Bakairi e Mỹky iniciaram o bloqueio por volta das quatro horas da madrugada.

Na BR-174, região de Comodoro, na divisa com Rondônia, a 644 km de Cuiabá, os povos Nambikwara, Rikbaktsa, Cinta-Larga, Arara e Enawenê Nawê iniciaram o bloqueio por volta das três horas da madrugada.

Fotos disponíveis no perfil de Sonia no Facebook.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Prisão de membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba

Entidades de Direitos Humanos da UFPB repudiam a prisão arbitrária e ilegal dos membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba

(Imagem Google)


UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

DEP. DE FILOSOFIA- DOUTORADO INTEGRADO EM FILOSOFIA -CCHLA

NÚCLEO DE CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS -CCHLA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, CIDADANIA E POLÍTICAS PÚBLICAS-PPGDH

CAIXA POSTAL 5061- CIDADE UNIVERSITÁRIA

58051-900 - JOÃO PESSOA - PARAÍBA - BRASIL

TF. 0055.83.8726.6895 (cel)

TF. 0055.83.3216.7468 (ncdh)

TF. 0055.83.3231.3209 (res.) 

O Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos e a Comissão de Direitos Humanos e o Centro de Referência de Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba repudiam o tratamento ilegal, constrangedor e abusivo praticado pela administração penitenciária do PB1, e por policiais militares, dispensado aos membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos-CEDH-PB, durante uma fiscalização institucional, no dia 28 de agosto, para averiguar denúncias de familiares de presos sobre irregularidades cometidas naquela unidade prisional.

Faziam parte da delegação padre Francisco Bosco (presidente do CEDH-PB), Guiany Campos Coutinho (membro da Pastoral Carcerária), Socorro Praxedes (advogada da Fundação Margarida Maria Alves), a professora Maria de Nazaré T. Zenaide (Coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da UFPB), Valdênia Paulino Lanfranchi (advogada e Ouvidora de Polícia da Paraíba), Lidia Nóbrega (Defensora Pública da União).

A equipe esperou cerca de 1 hora e meia para ter acesso aos pavilhões, ocorrendo esta após autorização concedida através de telefonema por parte do Cel. Arnaldo Sobrinho. Os conselheiros deixaram seus telefones celulares nos seus veículos ou em bolsas na sala da secretaria do PB1 e só adentraram no presídio com uma máquina fotográfica para registrar a situação prisional, o que é de praxe, pois o órgão elabora relatório de monitoramento.

Durante a fiscalização, os conselheiros fotografaram as condições deprimentes, desumanas e contrárias à lei de execução penal das celas coletivas do PB1. Neste ínterim, membros da PM e da Administração Penitenciária do PB1, que antes haviam se negado a acompanhar os conselheiros ao segundo pavilhão, deram voz de prisão aos membros do CEDH-PB conduzindo-os para uma sala da penitenciária e mantendo-os detidos. Nesse período, chegou à unidade prisional reforço policial para transferir os conselheiros detidos para a Delegacia. Os conselheiros comunicaram a ilegalidade que estava sendo cometida, ao Procurador Federal do Cidadão, Dr. Duciran Farena, ao Chefe de Gabinete do governador, Waldir Porfírio da Silva e à Defensoria Pública da União.

Os conselheiros detidos não puderam identificar os agentes penitenciários e os policiais militares envolvidos porque estes não portavam os distintivos de identificação. Logo após a detenção chegou ao estabelecimento prisional, representando a Secretaria da Administração Penitenciária, o Cel Arnaldo Sobrinho que reuniu na sala da direção o chefe de disciplina e os conselheiros detidos. Foi também nesse momento que se apresentou no estabelecimento o Diretor do PB1, Major Sérgio que, mesmo estando de férias, era quem dava as ordens, através do sistema rádio de comunicação, o qual determinou a prisão dos conselheiros, com o argumento de que não podíamos registrar as condições dos apenados.

Somente após a chegada dos representantes do Ministério Público Estadual, Dr. Marinho Mendes e da Ordem dos Advogados do Brasil, Laura Berquó é que os membros do CEDH foram liberados, sob a contestação do diretor do presídio e de membros da PMPB.

Convém ressaltar que, entre as atribuições dos conselheiros do CEDH está a de “ter acesso a qualquer unidade ou instalação pública estadual para acompanhamento de diligências ou realização de vistorias, exames e inspeção”, como previsto na Lei 5551/92. As visitas de monitoramento ao sistema prisional são atribuições legais do CEDH e é direito dos presos e de seus familiares prestar queixas aos representantes do Conselho que, por dever público, são obrigados a realizar o monitoramento.

Diante da gravidade dos fatos relacionados acima, o Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos e a Comissão de Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba de público reivindicam ao Governador do Estado, Ricardo Vieira Coutinho, o imediato afastamento do Diretor do PB1 e dos demais funcionários estaduais envolvidos no episódio e a abertura de procedimentos administrativos para a apuração dos fatos neste documento denunciados e a punição dos culpados.

João Pessoa, UFPB, 29 de agosto de 2012

Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos, Comissão de Direitos Humanos e Centro de Referência dos Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba

Fonte: Por e-mail.