quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

EM DEFESA DAS TERRAS SAGRADAS DOS TUPINAMBÁ

Inserido por: Administrador em 17/02/2014.
Fonte da notícia: Cimi - Assessoria de Comunicação. Foto: Cimi Regional Leste - Equipe Itabuna
Pela imediata suspensão das decisões de reintegração de posse dentro da Terra Indígena Tupinambá de Olivença

Apesar dos indígenas ocuparem a área da Serra do Padeiro desde muito antes da chegada dos portugueses, a Justiça Federal e Estadual da Bahia concederam dezenas de liminares e/ou decisões em ações de reintegração de posse contra o povo Tupinambá, cuja ocupação é secular. No último dia 30 de janeiro, uma base militar chegou a ser montada na Serra do Padeiro para que as forças federais (Polícia Federal e Força Nacional), com apoio da Polícia Militar, promovessem a retirada dos indígenas das terras reconhecidas como tradicionalmente ocupadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) desde 2009

Na última semana, forças do Exército foram enviadas para os municípios de Una e Buerarema, nas proximidades da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, sob o pretexto de conflito entre indígenas e pequenos agricultores. Este argumento não é verdadeiro, já que muitos dos ataques contra a população indígena partem de não índios contrários à conclusão do processo administrativo. Por outro lado, muitos dos pequenos agricultores já afirmaram que apenas aguardam as indenizações para saírem das terras. Cabe ressaltar que, de modo geral, a relação com os pequenos produtores é bastante amistosa, a ponto de mais de 200 crianças, jovens e adultos não indígenas, estudarem na Escola Estadual Indígena Tupinambá da Serra do Padeiro.

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) – Suspensão de Liminar nº 758 – solicitando a suspensão das decisões de reintegração de posse. No dia 7 de fevereiro, a Comunidade Indígena da Serra do Padeiro peticionou pedindo seu ingresso como assistente do Ministério Público Federal (MPF), reforçando seus argumentos e juntando diversos documentos sobre violências contra os indígenas

Participe da Campanha EM DEFESA DAS TERRAS SAGRADAS DOS TUPINAMBÁ

Envie sua mensagem ao Presidente do Supremo Tribunal Federal no e-mail audienciaspresidencia@stf.jus.br ou ligue para 61-3217-4017 e manifeste seu apoio ao povo Tupinambá.
Sugestão de Mensagem:

Excelentíssimo Senhor Ministro Joaquim Barbosa
Presidente do Supremo Tribunal Federal

Assunto: Suspensão de Liminar 758

No ano de 2004, a Fundação Nacional do Índio (Funai) iniciou o procedimento de identificação e delimitação da Terra Indígena (TI) Tupinambá de Olivença. Transcorridos cinco anos, o órgão indigenista aprovou o relatório circunstanciado, delimitando a TI em uma área de 47.376 hectares (Publicado no Diário Oficial da União, dia 20 de abril de 2009). Passados quase dez anos, o processo ainda não chegou a termo, apesar de comprovada a tradicionalidade da ocupação indígena do território em questão. O processo está na mesa do Ministro da Justiça para a publicação da Portaria Declaratória há quase dois anos. 

Historicamente, a região da Serra do Padeiro constituiu-se para os Tupinambá como lugar de refúgio, no marco da expropriação territorial. A ocupação da Serra do Padeiro relaciona-se, ainda, a um momento crucial da resistência à expropriação territorial dos indígenas, compreendido entre os últimos anos da década de 1920 e o fim da década de 1930, e que se tornou conhecido como “revolta do caboclo Marcellino”.

Episódios de violência contra os Tupinambá são bastante frequentes, sendo que desde o 17 de abril de 2008 mais de 20 graves atentados e ações de violações de direitos foram registrados. No caso mais recente, uma criança indígena foi retirada da aldeia por policiais e levada para o Conselho Tutelar, no dia 02 de fevereiro.

A recente chegada do contingente das forças governamentais na região aumentou a tensão de toda a população Tupinambá, além de interferir nas suas atividades agrárias e extrativistas, podendo causar prejuízos irreparáveis a este povo. Por esta razão, solicitamos que Vossa Excelência acolha o pedido do Ministério Público Federal e da Comunidade Indígena Serra do Padeiro para suspender as decisões de reintegração de posse dentro da Terra Indígena Tupinambá de Olivença. Este povo precisa que suas terras sagradas sejam definitivamente demarcadas, de modo que possam exercer em paz o seu modo tradicional de viver.

Respeitosamente,

(Nome, Cidade)

Fonte:  http://cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=7370&action=read

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Imagens dos Vaqueiros da Bahia - Exposição

Artes Visuais

Terça-feira - 18/02

Clique para ver a agenda de Imagens dos Vaqueiros da Bahia
Imagens dos Vaqueiros da Bahia

Exposição reverencia o ofício do vaqueiro com imagens resultantes do projeto Histórias de Vaqueiros: Vivências e Mitologias. São 44 fotografias de Josué Ribeiro, Bauer Sá e Elias Mascarenhas, sob curadoria de Washington Queiroz.
  • Solar Ferrão (Pelourinho)
  • 71 3117-6743
  • Até 17/3, ter a sex (12h às 18h); sáb, dom e feriados (12h às 17h)
  • Grátis
  • DIMUS/ IPAC/ SecultBA
Fonte:  http://www.agendacultural.ba.gov.br/2014/02/18/imagens-dos-vaqueiros-da-bahia-15/

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Criança Kaimbé é assassinada e parentes feridos em Massacará (Bahia).

MASSACARÁ- UMA CRIANÇA É MORTA E CINCO PESSOAS FERIDAS EM MASSACARÁ

Redação Ednilson DRT-BA : 6200, sábado, fevereiro 15, 2014 por Ricardo de Souza 
 
Hoje por volta das 4:00hs no povoado me massacará, uma família foi surpreendida enquanto dormia por golpes de pauladas e facadas. deixando um saldo de um morto e 5 feridos.
 
João Vitor Pereira Santana 02 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no hospital municipal de Euclides da Cunha. Seu pai João Nelson Ferreira 50 anos e sua mãe Raimunda ferreira Santana (gravida de 4 meses) estão internados no HMACM. seus irmãos menores de idade, Victoria Pereira Santana 05 anos,
Aurino Pereira Santana 05 anos, encontra-se em observação medica.
 
Maiza Pereira Santana, 04 anos, que também foi agredida, recebeu atendimento no HMACM e devido a gravidade de seus ferimentos foi transferida em estado grave para Salvador.
 A casa teve o a energia desligada antes de ser invadida pelo criminoso(s).

Fonte:  http://www.euclidesemdestaque.com/2014/02/massacara-uma-crianca-e-morta-e-cinco.html

domingo, 16 de fevereiro de 2014

CARTA ABERTA DO POVO TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA AO POVO BRASILEIRO



15/fev/2014 . 10:02
Povo Tupinambá lançou petição online: acesse aqui.
Povo Tupinambá lançou petição online: acesse aqui.

Texto publicado por indiosonline.net,em 14 de fevereiro de 2014.

Nós Tupinambá de Olivença, esclarecemos ao Povo Brasileiro, que por estratégia dos que invadiram o território sagrado dos nossos antepassados, e que há muito vem usurpando nossa terra e espoliando nossas riquezas naturais, não permitem que nossa verdadeira história seja contada, omitindo nossa contribuição cultural, negando a nossa existência, nos chamando de “Falsos Índios” ou, “Supostos Índios” incitando-os contra nós, promovendo o Crime de Ódio, nos desqualificando e distorcendo o que verdadeiramente somos.

Somos anciões, mulheres, homens, jovens e crianças, muitos misturados biologicamente, filhos, netos bisnetos, tetranetos, etc., advindos do estupro, ou não, outros por união impostas – lembramos que são vários séculos de contato – que talvez não satisfazemos aos vossos olhos, ou até mesmo o ego daqueles que estão acostumados com estereótipos, a identificar um povo pela cor da pele, cabelos, ou olhos. Nunca esquecemos nossas raízes, e sempre mantivemos a nossa memória alimentada por nossos anciões, que através da oralidade nos permite saber de onde viemos e quem somos. Fomos obrigados a viver no anonimato por décadas e décadas, roubaram nossas terras, mataram nossos parentes e poucos conseguiram se manter em pequenas áreas e muitos dos nossos vivem em periferias das grandes cidades, em condições de vulnerabilidade, mas não perdemos o respeito pela Mãe Natureza, e nem o sentimento da partilha, muito menos a vontade de viver com dignidade, assim como, retomar o que é nosso por Direito Originário e está escrito na CF/1988, que é preciso fazer garantir.

Os estudos antropológicos de reconhecimento do território feito por instituição do governo comprovam e sustentam o que para nós sempre nos pertenceu, não somos os invasores, ou grileiros, somos a herança de uma história de guerra que duram exatamente 513 anos.

O Governo Federal tem sido omisso as questões relacionadas aos Povos Indígenas, muitos políticos nos vêem como estorvo, afinal atrapalhamos os interesses dos que financiam campanhas eleitorais milionárias, e ainda aliciam o Povo, Juízes, etc., contra nós.

O ódio que muita gente tem para conosco, beira a irracionalidade, nem sabem por que expelem tanto veneno contra nós e nem se questionam pela atitude insana. Sabemos que a falta de informação tem promovido a ignorância, que por sua vez tem levado uma grande parte da sociedade brasileira a nos crucificar criminalizando-nos e discriminando-nos.

Estamos pedindo paz e suplicando ao mundo a garantia de nossas vidas, e que o governo demarque nossas terras, chega de violação dos nossos direitos, e ao Povo Brasileiro pedimos a cessação de hostilidades e que o sentimento de invasão (mentalidade colonialista) seja dizimado, expurgado dos vossos corações, por favor, acabem com essa Guerra contra nós Povos Indígenas, contra nós os Tupinambás. É vergonhoso ver o governo da Bahia, ser contra nós, suspeitamos que seja por conta do exercício do sufrágio pelos eleitores, afinal somos em menor número e muitos ainda não sabem votar e nem possuímos dinheiro para financiar campanhas eleitorais, nada mais justifica a parcialidade, contra fatos não há argumento, desde o processo dos Pataxós Hã Hã Hães, que a tendência tornou-se explícita.

NENHUM POVO RESISTIU A TANTAS ATROCIDADES…

Fonte: Enviado por e-mail ao Grupo Anaind.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Revista Pró-Professor do CEAD - UFOP e suas publicações

 Amig@s, saudações educadoras!

Mais uma vez gostaria de anunuciar a existência da Revista PRÓ-PROFESSOR do Centro de Educação Aberta a Distância (CEAD) da Universidade Federal de Ouro Preto. Ela pode ser acessada para você levar, baixar e, inclusive, enviar seus artigos, se desejar. Veja abaixo um sumário com os artigos já publicados e a apresentação dos seus editores.

Bom acesso e ótimas leituras!

 Endereço para acessar: http://www.cead.ufop.br/jornal/index.php/proprof


Artigos

História e cultura dos povos indígenas: abordagem transversal fortalecida pela lei n.º 11.645/08 PDF
Ademario Souza Ribeiro, Ana Cristina Magalhães Jardim
Reflexões sobre Lixo, Meio Ambiente e Sustentabilidade nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental PDF
Leliane Moraes da Silveira Santos, Cinthia Borges da Costa, Raquel Martins Lana
A importância da inserção de jogos e brincadeiras como recursos didáticos na Educação Infantil PDF
Marilza Merenciana Dias, Cristiene Adriana da Silva Carvalho
Gêneros textuais: as várias maneiras de se comunicar PDF
Maria da Glória Fonseca do Carmo, Érica Alessandra Fernandes Aniceto
Gênero textual literário: estabelecendo um caminho de poesia para o processo de leitura e escrita PDF
Magda Pantuza, Érica Alessandra Fernandes Aniceto
Experiências lúdicas na escola: superando as dificuldades de aprendizagem no currículo de alfabetização PDF
Andréa Vieira Martins Dórea, Frederico Assis Cardoso
Os Caminhos da Arte com Tarsila do Amaral PDF
Sandra Lizete de Faria Gonçalves, Ana Cristina Magalhães Jardim

No que se refere à educação e à formação de professores, quanto mais as discussões se refinam e se aprofundam, mais  se distanciam da prática que se exerce na escola e de seus atores. Por outro lado, aparentemente, nenhuma profissão encontra tanta dificuldade em sair do senso comum quanto as ligadas à educação. A formação de professores enfrenta o desafio de demarcar a larga, mas pouco óbvia diferença que separa o profissional da educação de algo parecido com a antiga normalista - moça boa, “de boa família”, que só por isso já poderia ser considerada professora. Talvez pelo fato da educação começar em casa e na família ou porque o afeto permeia sua atividade-fim.

Na verdade, entretanto, ingressar nesta carreira requer mudanças na maneira de ver o mundo das relações humanas, em que as pessoas se constituem como sujeitos; requer maturidade e congruência. Além disso, o convívio com comportamentos infantis sem a eles se opor ou sem neles se perder não é algo simples – para educar crianças e jovens é preciso partilhar comportamentos regressivos sob a gestão de um adulto forte (ou um ego maduro).

Profissionalizar é adquirir ferramentas, é formar ofício, é apoderar-se de técnicas. Para o professor as condições de planejamento, a nitidez da visão sobre a situação a ser alterada, o conhecimento das potencialidades, a definição dos objetivos a serem alcançados, a criatividade aplicada ao modo como se pode alcançá-los, a atitude de avaliação constante e sensível são formas de garantir o trânsito entre ele próprio e a sua própria criança ou jovem, garantindo, assim, a aproximação afetiva e o distanciamento reflexivo,  necessários para ser, de fato, um educador.

Os projetos pedagógicos de gestão ou intervenção (em diversas formas e     amplitudes) são guias para que o educador processe esse trânsito de forma profissional, sem se perder em atitudes leigas ou fiadas na intuição. Por isso consideramos o letramento acadêmico primordial na formação de professores, pois, até onde nossa inteligência alcança, o método e o pensamento científicos são as formas de garantir as reflexões e as discussões em cenário ampliado da profissão professor, de seu fazer e de seus resultados.

Se, de um lado, temos o conhecimento genuíno do professor que precisa de expressão, por outro lado temos a academia e os valores nela e por ela cultivados e incentivados pelas agências financiadoras e reguladoras – especialmente CAPES e CNPq – pouco ou nada dialogando nem se aproximando do “chão de sala”.

Parece que a alimentação das necessidades de discussão da prática educativa ficou somente a cargo das revistas comerciais e os periódicos não fazem parte deste universo. Os indexados, então, parecem ainda mais distantes, já que os critérios de avaliação pouco fixam os olhos na utilidade ou aplicabilidade imediata do que se produz na academia, ficando a ciência, em todos os seus campos, restrita ou pouco acessível por sua natureza e, principalmente, por sua linguagem.

Alguns movimentos podem ser percebidos na direção do rompimento da elitização do conhecimento acadêmico. O próprio CNPq promoveu recentemente mudanças no Currículo Lattes (o maior banco de dados sobre produção científica e acadêmica no país), no sentido de contemplar e valorizar a comunicação com o público leigo e a popularização do conhecimento construído intramuros. A FAPEMIG, por sua vez, lança edital incentivando projetos de extensão em interface com a pesquisa, apostando na ação transformadora da produção acadêmica em seu diálogo com a sociedade. Isso ainda é pouco, mas já sinaliza a percepção da lacuna que existe entre a academia e sua produção e aqueles que merecem fazer uso desse conhecimento: os mesmos que o financiam, toda a sociedade.

É nesta lacuna que a Pró-Professor se instaura. Nascida de professores de professores, a revista está vocacionada para mediar e tutelar a publicação de artigos científicos produzidos pelos professores e para os professores atuantes na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Médio, resguardando as exigências de cientificidade metodológica e formal.

É por isso que nossa decisão inicial é não buscar indexações que classifiquem a Pró-Professor como “produção científica”, mas manter a busca do consenso e da reflexão constante sobre tudo o que passa por ela, segundo os propósitos expostos. Sabemos que não há espaço no cômputo das agências avaliadoras para o que aqui vai, mas estamos conscientes da importância deste projeto. Quem quiser e puder que nos acompanhe no que é para e pelo Pró-Professor.

Ouro Preto, 25 de setembro de 2012
Os editores da revista Pró-Professor

Fonte:  http://www.cead.ufop.br/jornal/index.php/proprof

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Programa Acadêmico do Governo levará jovens negros e indígenas para estudarem em universidades no exterior


Data: 05/02/2014
 
Iniciativa é uma conquista para o Movimento Negro, que a reivindicou para a presidenta Dilma Rousseff em reunião no mês de julho de 2013. Nome do programa presta homenagem ao político e ativista social Abdias Nascimento, que morreu em 2011, aos 97 anos, e marcou sua trajetória pela luta em defesa da cultura e da igualdade para afrodescendentes
 
Programa Acadêmico do Governo levará jovens negros e indígenas para estudarem em universidades no exterior
No documento protocolado no Palácio do Planalto, o movimento pedia a criação de cotas em programas de bolsas para estudantes negros na graduação e na pós-graduação

O Governo federal lançou em janeiro o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento. Segundo portaria publicada pelo Ministério da Educação (MEC) no Diário Oficial da União, o objetivo da iniciativa é proporcionar a formação e capacitação de estudantes negros, pardos, indígenas e estudantes com deficiência para estudar no Brasil e no exterior em instituições de excelência em educação profissional e tecnológica e centros de pesquisa. A ação beneficiará ainda estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, com elevada qualificação em universidades.

Para a Diretora de Programas da SEPPIR, Mônica Oliveira, o Programa Acadêmico Abdias Nascimento é importante iniciativa do Governo e uma conquista para o Movimento Negro (MN), que o reivindicou diretamente à presidenta Dilma Rousseff, durante reunião no Palácio do Planalto, em julho do ano passado. Cerca de vinte representantes dos diversos segmentos do MN participaram do encontro, que contou com a presença da Ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial), do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), órgãos da Presidência da República, e do então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, entre outros membros do governo.

Segundo ressaltou na ocasião Ana Flávia Magalhães Pinto, do Coletivo Pretas Candangas e da Campanha a Cor da Marcha, as diretrizes para a criação do programa estavam na carta protocolada no Palácio do Planalto pelo Movimento Negro. No documento, o movimento pedia a criação de cotas em programas de bolsas para estudantes negros na graduação e na pós-graduação e o estabelecimento de uma ação afirmativa pelo fortalecimento da inserção de estudantes no Ciência Sem Fronteiras.

Diálogo
Na semana seguinte à reunião com Dilma, seguiram-se outros dois encontros de trabalho, envolvendo representantes do MEC, MN e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). Na ocasião, a titular da Secadi - Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC, Macaé Evaristo, entre outros técnicos da pasta, apresentaram iniciativas para o ensino técnico; ações afirmativas do governo, como o Programa Universidade para Todos (ProUni); e a política de cotas nas universidades públicas. Também foi discutida a implementação da Lei nº 10.639/2003, que modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, tornando obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas de todo o país.

A terceira reunião aconteceu nos dias 28 e 29 de agosto com uma extensa pauta e grande concorrência de participantes do governo, MN e comunidade internacional. Entre os temas levados às mesas de discussão estavam a adoção do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, em que parte das bolsas de estudo previstas no acordo de cooperação será oferecida pelo programa Ciência sem Fronteiras.

Intercâmbio

De acordo com o MEC, são 105 faculdades e universidades historicamente negras nos Estados Unidos (EUA) - Historically Black Colleges and Universities – HBCUs - que vieram ao Brasil para uma visita de dez dias a universidades e escolas técnicas brasileiras em busca de acordos de intercâmbio acadêmico.

Nesse sentido, David Raimundo Santos, da Educafro - Educação para Afro-descendentes e Carentes, o Frei Davi, falou sobre a importância da reunião com a presidenta Dilma e o fato de o MEC ter recebido e se reunido com o MN, indicando que os outros ministérios necessitam também receber a representação do movimento negro.

As HBCUs receberam aproximadamente 500 alunos/as brasileiros no ano passado para estudarem durante um ano nos EUA. O Chefe da comitiva e diretor da Casa Branca para Faculdades e Universidades Historicamente Negras, Meldon Hollis, explicou que a meta do acordo é levar cerca de mil alunos/as este ano para estudar nas HBCUs pelo programa Ciência sem Fronteiras, além de expandir acordos bilaterais entre as universidades dos dois países.

O Programa
O Programa Abdias Nascimento é complementar às atividades de cooperação internacional e de concessão de bolsas no país e no exterior, já desenvolvidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes que, junto com a Secretaria de Alfabetização Continuada, Diversidade e Inclusão (Secadi) responde pela coordenação da iniciativa.

O objetivo do Programa é oferecer oportunidade aos estudantes e ampliar sua participação em novas experiências educacionais e profissionais voltadas à educação, à competitividade e à inovação em áreas prioritárias para a promoção da igualdade racial, o combate ao racismo, o estudo e valorização das especificidades socioculturais e linguísticas dos povos indígenas, a acessibilidade e inclusão no Brasil, e a difusão do conhecimento da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.
 
Coordenação de Comunicação da SEPPIR
 
Fonte: Por e-mail da Rede ANAIND

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

X ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA ANPUH-PE

Petrolina, UPE, 23 a 25/07/2014,

INFORMAÇÕES:

ST 15) História Indígena: “Memórias dos índios, sobre os índios e história pública em Pernambuco"

Coordenadores:
Prof. Dr. Edson Silva/UFPE
http://lattes.cnpq.br/9552532754817586
edson.edsilva@hotmail.com

Prof.ª Ms. Denise Lira/UFPE
http://lattes.cnpq.br/1591876504541585
denise.batista.lira@gmail.com

Resumo: Esse GT pretende reunir pesquisas em andamento ou concluídas por pesquisadores indígenas e não indígenas, que discutam as memórias dos povos indígenas sobre o seu passado e sobre a História. E como as memórias públicas sobre os índios foram construídas pela historiografia, por intelectuais e escritores em Pernambuco e no Nordeste. O objetivo primordial é refletir sobre os discursos e imagens a respeito dos “índios” e suas repercussões, continuidades e mudanças na Literatura, nos livros didáticos e acadêmicos, no ensino em todos os níveis educacionais, incluindo o Ensino Superior, bem como no senso comum.



MC2: Os povos indígenas e o ensino: a abordagem da temática indígena a partir da lei 11.645/2008.

Coordenador(es):
Prof. Msc. Carlos Fernando dos Santos Jr./UFPE

Prof. Dr. Edson Silva/UFPE

MC3: Os índios na História do Brasil: uma abordagem introdutória para professores/as e estudantes da Educação Básica.

Coordenador(es):
Prof.ª Ms. Denise Batista de Lira/UFPE
Prof.ª Msc. Maria da Penha da Silva/CAA-UFPE


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Edson Silva
www.indiosnonordeste.com.br