quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Apelo: Os Tupinambá de Olivença

Repúdio Contra a Polícia Federal de Ilhéus - Bahia

O MUPOIBA vem a público repudiar a atuação da policia Federal de Ilhéus-Ba contra o povo Tupinambá de Olivença da Aldeia Tukumã que se localiza, próximo ao Lençóis do Município de Una , a comunidade foi surpreendida Pela Polícia Federal hoje, quarta – feira 0 1 de fevereiro de 2012, as 6:00 horas da manhã com as ações de violência para cumprimento do mandato de reintegração de posse por um grupo do Estado de São Paulo que se diz supostos donos da Aldeia Indígena TuKumã, chegaram empurrando a porta , colocando todos como refém sem o menor respeito com as crianças , anciões, inclusive um adolescente de 15 anos, Kálisson foi obrigado entrar no camburão se não iam algemá-lo, e começou a insultar as pessoas destratando como animais selvagens. Colocaram todos os homens pra fora com força e abuso do poder, deixando só as mulheres e deu prazo de meia Hora pra retirarem os pertences, ou iam demolir em cima de todos e tudo o que tinha dentro, deixando todos em pânicos. Foram obrigados a entrarem no Camburão, inclusive um professor do IFBA que veio em apoio solidário, foi colocado na parede como bandido para ser revistado e o parente por nome de Eugênio Crispim que cantou uma música do ritual, foi retirado bruscamente pelo braço e obrigado a ajoelhar com as mãos na nuca sobre a mira de armas como se fosse um marginal. Nesse momento chovia muito e ele obrigou a Crispim mostrar os documentos que ficou por duas horas ajoelhado. Aos poucos foram liberando pessoas e duas Lideranças Katiúscia e Jailson ficaram detidos até assinar o documento de reintegração de posse , os dois foram forçados a assinarem outros documentos que não condiziam com a ação, e ainda sobre ameaça de prisão e pressão psicológica.

Foram 25 casas, 01 galpão, 01 casa de farinha, roças de mandioca, roça de amendoim, roças de mamão, roças de maracujá,roças de melancia, roças de feijão de corda, roças de milho,roças de banana e outras frutas como: abacate, Jamelão , laranja e ainda criação de 150 galinhas coletivas, 02 cavalos que pertenciam a comunidade.

A aldeia Tukuman tem oitocentos hectares e esta dentro do território do povo Tupinambá de Olivença, que teve seus estudos de reconhecimentos publicados no diário oficial da União pelo o Ministério da Justiça em 17 de abril de 2009

Diante do exposto solicitamos que:
a secretaria de Direitos Humanos do Estado da Bahia e da Presidência da republica,
Câmara dos Deputados Federal e da Câmara dos Deputados Estadual,
O ministério da Justiça
O Ministério Publica Federal e 6ª Câmara
Possam apurar as arbitrariedades cometidas pela Policia Federal

Secretaria de Articulação e Mobilização do Mupoiba:

Agnaldo Pataxó Hã Hã Hãe: 73 8167 1767
Nádia Akauã: 73 8167-1767

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Alceu -, nossa Valença!

Aqui agora não vou falar dos meus sentimentos ao Alceu Valença (AV). Se para ele -, o Velho Quiabo - personagem seu é seu alter-ego -, (AV) poderia vir a ser o meu. Para não enlouquecer fui segurando as pontas. Dediquei-lhe algumas invencionices artístico-literárias, inclusive, "Invasão do Meu Coração", uma peça teatral -, também dedicada a outro Mestre, Gonzaguinha - Luiz Gonzaga Júnior, no início dos anos 80. Daí já dá para "sentir" a minha sintonia com o que ele produz, infere, resgate e redemenciona e valoriza na e pela Cultura Brasileira, esse hibrismo da multiculturalidade - são atitudes de gênio. Claro, também sou muita gente, ente, bicho, planta, riacho - sou guloso e vivo de interpretar/incorporar/assemelhar e caminhar com O Outro e só me dessassogo com o que é dessemelhante.

Desejo aqui e agora apenas divulgar o que encontrei em seu site oficial http://www.alceuvalenca.com.br/ e que você poderá vê-lo mais inteiro e ouvi-lo. Poderá também acessar a matéria no http://oglobo.globo.com/cultura/alceu-valenca-celebrado-no-carnaval-de-recife-3790532#ixzz1kxYkTtde

Vamos lá!

"O GLOBO – Segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Silvio Essinger – Segundo Caderno


Nascido há 65 anos, na pequena cidade de São Bento do Una, no interior de Pernambuco, Alceu Valença se mudou com a família para Recife aos 9. E lá descobriu uma música tão fascinante quanto os aboios, as emboladas e o canto dos violeiros que ouvira na sertaneja primeira infância. Afinal, ele fora morar na Rua Palmares, um verdadeiro carnavalódromo.

— Eu via passar a maioria dos blocos que iam para o centro da cidade — conta o cantor, que ali então tomou contato com frevos, maracatus e caboclinhos que, anos mais tarde, fariam parte de sua música. Essa mesma que, em 2012, será homenageada pelo carnaval multicultural de Recife.

No ano em que completa 40 de carreira (que serão marcados também pelo lançamento de um DVD ao vivo e de seu primeiro filme como diretor e roteirista), o autor de frevos e de sucessos que viraram hinos da folia, como "Bicho maluco beleza", "Coração bobo" e "Estação da luz", ganha, dia 17, sexta-feira de carnaval, no Marco Zero, um show no qual Ney Matogrosso, Pitty, Criolo, Lenine, Otto, Lirinha e Karina Buhr irão reler suas composições.

— Vamos mostrar um Alceu mais inserido no contexto das novas gerações, que não o conhecem tão bem — conta Pupilo, baterista da Nação Zumbi, diretor musical do espetáculo.

Alceu, por sua vez, faz no carnaval uma maratona de shows por Recife, que começa no Baile Municipal (sexta) e segue pelo Galo da Madrugada (sábado), pelos polos de Ibura (domingo) e do Chão de Estrelas (segunda), fechando no Marco Zero (terça). É um agito a mais para quem está acostumado a acompanhar os festejos de Momo da vizinha Olinda, na sacada de sua casa, a "sede Olinda", que há muito virou ponto turístico da cidade. Passando por lá, o povo grita "Alceu, Alceu, Alceu!" quando ele aparece na janela.

— Um dia, um cara subiu numa escada que estava sendo usada para pintar uma sacada e apareceu no primeiro andar para fotografar a minha casa! — diverte-se.

Ele vê toda essa festa no carnaval como um grande tributo a Pernambuco, terra da qual se considera "um espelho que deu certo".

— Eu divido essa homenagem com os maestros Duda, Clóvis Pereira, Nelson Ferreira, Menezes, Formiga... e com o povo pernambucano, que luta pela sua maneira de se exprimir. Porque as rádios de Pernambuco não tocam mais a música de Pernambuco — alerta. — O que se toca aqui é muita música sertaneja, muita música baiana. Há 15 anos, assim que acabava o réveillon, começava o carnaval. Agora, só tocam a música de carnaval no dia em que ele começa. Música nenhuma será sucesso desse jeito.

O problema, diz Alceu, é que "o bailão tomou conta do sertão".

— O Brasil está com uma trilha sonora ridícula. O que se ouve em rádio não tem nada a ver com o Brasil. Ou vai para o lado americanalhado, dos cantores que ficam fanhosos para parecerem texanos, ou da obrigatoriedade de ser brega, de ter mau gosto — fuzila.

Por trás da dureza das críticas, está um artista com horror a modismos e dogmatismos.

— Na faculdade, existia uma briga muito grande entre chiquistas e caetanistas. Nunca me envolvi, porque os dois são bons — diz ele, que celebra em 2012 os 40 anos do lançamento do primeiro LP, com o cantor Geraldo Azevedo.

Os dois se conheceram no Rio, onde Alceu tinha arrumado emprego e apenas flertava com a música. Após ouvir algumas composições do iniciante, Geraldo o convidou para ir à sua casa no dia seguinte.

— Lá, ele me mostrou uma música e eu saí psicografando a letra, de uma canetada só. Era "Talismã" — conta Alceu.

Só quem não gostou dela foram os militares, que chamaram o cantor para uma conversa sobre a letra. Nela, o nome Joana aparecia perto da palavra "viagem", o que, segundo a lógica da Censura, constituía uma evidente menção à proibida marijuana.

— Aí eu dei uma sugestão: pode ser Diana, a caçadora? Diana perto da "viagem" não é maconha, não é mesmo? — recorda-se, às gargalhadas, pelo absurdo da situação.

E por falar em um quase-absurdo, Alceu avisa que "Luneta do tempo", o musical de longa-metragem iniciado há 12 anos, já está montado, faltando apenas a finalização para chegar às telas em 2012.

Com Irandhir Santos e Hermila Guedes nos papéis de Lampião e Maria Bonita, "Luneta" ainda tem um personagem, Severo Filho (Ari de Arimatéa), que sonha em ser Luiz Gonzaga. O que lembrou Alceu de que o velho Lua completaria seu centenário esse ano. Boa oportunidade para reler a obra do amigo, que conheceu em Juazeiro ("Ele disse que meu conjunto com guitarras parecia uma banda de pifes elétrica") e que gravou uma música sua ("Plano piloto", especialmente encomendada).

Em março, Alceu grava ao vivo, no Marco Zero, o DVD "Lua e eu".

— Esse show já está no meu computador há muito tempo, tenho toda a ordem das músicas — diz Alceu. — Os elementos da cultura que Luiz Gonzaga ordenou e levou para a indústria são os mesmos que eu tenho nas minhas músicas. Ele fala em lua em "Estrada de Canindé" ("que bom, que bom que é/ uma estrada e a lua branca/ no sertão de Canindé") e eu em "Solidão" ("a solidão dos astros/ a solidão da lua"). Será um DVD conectado.

Alceu atenta para o fato de que "esse ano vão aparecer dezenas de pessoas fazendo coisas pra Gonzagão". E pede coerência.

— As coisas têm que ter uma lógica. Eu não participaria, por exemplo, de um DVD sobre Roberto Carlos. Eu o admiro muito, mas não tenho nada a ver com a música dele!

Fonte da foto (Alceu Valença na janela):http://oglobo.globo.com/cultura/alceu-valenca-celebrado-no-carnaval-de-recife-3790532

Fonte do texto: http://www.alceuvalenca.com.br/ Acessado em 1.02.2012 às 07h41.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/alceu-valenca-celebrado-no-carnaval-de-recife-3790532#ixzz1kxYkTtde
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Projeto de Intervenção evidencia a Lei nº 11.645/08

Resumo:


O vídeo abaixo foi componente do "Projeto de Intervenção História e Cultura Indígena: passado e presente pra valer", realizado no Centro Educacional Santo Antônio - CESA, Simões Filho - BA. Foi referencial para a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, no Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia, da Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, cujo título: "História e Cultura dos Povos Indígenas: abordagem transversal fortalecida pela lei 11.645/08". Pretendemos com ambos os trabalhos (Projeto e TCC), contribuir com o ensino da temática indígena nas escolas brasileiras.

Mais um pouco sobre o Projeto:
Os alunos conheceram sobre pinturas e grafismos indígenas e souberam que cada uma delas tem seu significado em cada povo/etnia, desde quem usa, seu sexo, idade, função social, estado espiritual, etc. Vale ressaltar inclusive que eles compreenderam quando tivemos que lançar mão das estilizações das “vestes indígenas entre outros utilitários”... No encerramento do projeto, eles escolheram pintar-se a partir do grafismo do povo Ikpeng (2005), excetuando-se o aluno Vítor, que pesquisou e escolheu a pintura de rosto comum entre os povos xinguanos, notadamente como se pinta para a “guerra” o pajé e cacique Raoni Metuktire, da nação Kayapó.


A Profª Drª Sandra Augusta de Melo foi quem ministrou as disciplinas de Estágio Supervisionado I, II e III e do TCC.




Saiba mais a respeito do Projeto em questão: http://ademarioar.blogspot.com/2010/04/fronteira-da-educacao-oficina-da.html
http://ademarioar.blogspot.com/2011/08/estagio-supervisionado-ii-resultados.html

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Do Cacique Payayá ao Payayá jecupé*


Quando do lançamento do livro "Valença: dos primórdios a contemporaneidade", do professor e amigo Edgard Otacílio, na livraria Sariva, no Shopping Iguatemi em Salvador - Bahia -, o querido amigo e cacique Juvenal Payayá, publicou no you tube o vídeo e texto abaixo sobre a minha participação no aludido evento e a sauadção de outros amigos do Edgard:

“Ademario Ribeiro, filho de Miguel Calmon poeta indígena da nova geração cuja temática retrata as vivências do povo indígena pelo seu sertão.
Ademario é um estudioso das línguas indígenas, descendente dos povos Payayá, presidente da ARUANÃ, Ong que encara o drama dos excluídos e deserdados pela ótica dos resultados das políticas públicas voltadas para atender as necessidades do “progresso”. O processo da miscigenação talvez seja o seu drama existencial.

O poema de Ademario além de falado é encenado em uma diferencial dramaticidade, é uma performance contextualizada, tocando para a extenção de um rico cântico gestual, mas o cânctico de Ademario Ribeiro é poético extraido do dom fornecido pela ancestralidade.
Suas convicções são frutos das observações indígenas buscadas e vividas, algo consaguineo.
Juvenal Payayá”

Marangatu e cacique Juvenal Teodoro Payayá, guê!
Grato pelo carinho de sempre. Continuaremos nas trilhas. À quem assistir a esse vídeo pode perguntar - "Só esse texto curto em tupi significa tudo isso que ele traduziu para o português? - Não. Infelizmente a gravação só pegou os dois últimos versos da saudação em tupi. Que se interessar pela língua Tupi e povos indígenas em geral, é manter contar conosco que teremos prazer em socializar fontes e textos diversos, contudo, podem acessar:

ademarioar.blogospot.com ou ainda:
www.juvenal.teodoro.blog.uol.com.br e mais:
www.painet.com.br/joubert/cursotupiantigo.html


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=zUH5AVjz7kA
* Jecupé: mestiço na língua Guarani.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Soneto de um Payayá ao Pataxó, Galdino...

SONETO AOS HEROIS: GALDINO PATAXÓ*
Juvenal Payayá





Galdino te vitimaram assim:
Em madrugada lúdica e fria;
Tal mendigo, o viver se nega, enfim,
Pois, ao covarde é figura espúria;

Galdino Pataxó e Jão Cravim,
Filhos de Minarvina e seu Jó
Guerreiros, vítimas dos mandarim,
Revoltam no tronco os manitó

Vida severa forjada em luta:
Buscar a terra por juta causa
Das mãos infames -, covarde, bruta!

Na paz guerreira alegria é musa
Não rende o espírito, a fé não abate,
Se a vida é vivida no combate.

*Galdino Pataxó, liderança do indígena do Povo Pataxó Hãhãhãe, da reserva indígena Paraguaçu Caramuru em Pau Brasil, Ba. Cruelmente incendiado vivo em 20 abril de 1967, enquanto dormia em um ponto de ônibus de Brasília. Os quatro assassinos são: Tomás Oliveira de Almeida, Max Rogério Alves, Eron Chaves Oliveira e Antônio Novely Cardoso Vilanova.

Saber mais:
www.juvenal.teodoro@uol.com.br
http://mais.uol.com.br/juvenalpayaya
https://twitter.com/Jpayaya

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Mutirão Ecologico do Rio Joanes/Prainha de Parafuso

Nosso companheiro e bravo coordenador da APA Joanes - Ipitanga, Geneci Braz, enviou o relatório abaixo, para o email da nossa ONG ARUANÃ, a qual já teve assento no conselho desta APA, e ora, divulgamos aqui. Fui durante alguns o representante da ARUANÃ junto a APA Joanes - Ipitanga e pude paricipar de ações muito relevantes para esses ecosositemas (Rio Joanes e Rio Ipitanga).

Vamos então ao relatório do que e como aconteceu o mutirão:


Rio Joanes foi alvo de mutirão no último Sábado (26/11)
Ação ambiental com participação da RIO LIMPO
teve mutirão de limpeza e plantio de mudas nas margens do Rio.
Fonte: Portal da Metropole 29/11/2011

Responsável pelo abastecimento de água de cerca de 40% da Região
Metropolitana de Salvador (RMS), o Rio Joanes foi alvo, no último
sábado (26), de ação ambiental envolvendo mutirão de limpeza e plantio
de mudas de espécies nativas em suas margens. Aproximadamente uma
tonelada de lixo foi recolhida, e o material reaproveitável foi
encaminhado para reciclagem pela Cooperativa Amigos do Planeta.

A comunidade da Vila Parafuso, em Camaçari, participou ativamente do
processo, que contou com apoio da Empresa Baiana de Águas e Saneamento
(Embasa), da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e de representações de
ONGs e empresas.


Durante o mutirão, que reuniu cerca de 200 pessoas, a comunidade
pesqueira e demais moradores do distrito de Parafuso foram estimulados
a conhecer mais a fundo a importância dos recursos naturais locais e a
evitar práticas predatórias e intervenções externas que comprometam a
biodiversidade e qualidade de vida no local.
Para o gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Joanes-Ipitanga,
Geneci Braz, "a iniciativa é um sinal de que a comunidade está
preocupada em manter o rio limpo, já que ele é instrumento de trabalho
e fonte de renda importante na localidade".

Alex Souza, que pesca desde a infância no Rio Joanes, comprova a
preocupação em manter limpo o rio de onde sai o sustento da maioria
dos moradores. "Lugar de jogar lixo é na lixeira e não no rio. É isso
que faço e ensino aos meus três filhos".

Com cerca de seis mil habitantes, o distrito de Parafuso preserva
características rurais. Além da pesca artesanal, atividade que agrega
aproximadamente 90 pescadores e é uma das principais fontes de renda
do local, os moradores desenvolvem o cultivo de flores ornamentais,
agricultura e pecuária de subsistência.

Embasa amplia esgotamento sanitário na área

O Rio Joanes nasce no município de São Francisco do Conde, Recôncavo
da Bahia, e tem sua foz na praia de Buraquinho, em Lauro de Freitas.
Também compõem sua bacia hidrográfica, os municípios Camaçari,
incluindo Parafuso, Simões Filho, São Sebastião do Passé, Candeias,
Salvador e Dias D'Ávila.

Dentre os principais impactos ambientais da área, destacam-se a pesca
predatória (pesca de batida) e tratamento de vísceras nas margens do
rio, utilização de método poluente para vedação dos barcos (com
betume), lançamento de resíduos provenientes da atividade comercial e
turística próxima ao rio, e queima de podas e resíduos.


O lançamento de esgotos domésticos, principalmente dos municípios de
Simões Filho e Camaçari, é outro impacto ambiental existente na bacia
hidrográfica do Joanes. O Governo do Estado, por intermédio da Embasa,
está transformando essa realidade com obras de ampliação do sistema de
esgotamento sanitário de todos os municípios situados na área
influência do rio.

Segundo a gerente da unidade socioambiental da Embasa na Região
Metropolitana de Salvador, Tamara Gottshalk, informação é fundamental
para o processo de conscientização da população em relação às más
práticas que comprometem a conservação do rio e de seu entorno. "Esse
tipo de ação está voltada diretamente para a preservação da qualidade
ambiental do manancial e de vida da própria população".

Fonte de texto e fotos: apa.joanesipitanga@gmail.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Quilombolas do Rio Macaco III - Simões Filho

Voltamos a noticiar o que vem ocorendo com os quilombolas do Rio Macaco, município de Simões Filho, RM de Salvador, Estado da Bahia - que não é só um estado de alegria e outras mumunhas mais...

A prefeitura tompu algumas medidas. Leia páginas do Diário do Município:

Contudo, a (nossa) Bahia é muito muito muito mais do que se alardeia, se eletriza, se pagodeia, se axeiza, se festariza... Não é só festa rô! rô!

Ouça os depoimentos e faça suas conclusões. O que passam essas pessoas em seu país e em pleno século XXI.



Fonte (Diário do Município): www.simoesfilho.ba.io.gov.br
Fonte (Vídeo)www.youtube.com.br